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- Publicada em 19h36min, 01/03/2020. Atualizada em 19h36min, 01/03/2020.

Irrigação e seguro rural se destacam entre as demandas

Escassez hídrica impactou diversas culturas, como o fumo (foto) e o milho

Escassez hídrica impactou diversas culturas, como o fumo (foto) e o milho


AFUBRA/DIVULGAÇÃO/JC
A falta de chuvas no Rio Grande do Sul em 2020 deixará outros resultados no agronegócio gaúcho, além dos danos econômicos. O saldo da estiagem incluirá a maior demanda dos produtores por, ao menos, três ferramentas que poderiam ter amenizado as perdas atuais: melhor manejo do solo, mais irrigação e um seguro rural adequado.
A falta de chuvas no Rio Grande do Sul em 2020 deixará outros resultados no agronegócio gaúcho, além dos danos econômicos. O saldo da estiagem incluirá a maior demanda dos produtores por, ao menos, três ferramentas que poderiam ter amenizado as perdas atuais: melhor manejo do solo, mais irrigação e um seguro rural adequado.
Se os prejuízos registrados nas lavouras de milho, de fumo e na produtividade reduzida da soja podem impactar na venda de máquinas, esses três segmentos tendem a ter a procura aquecida. Assim com uma safra, nenhuma edição do evento é igual à outra, compara o superintendente de Produção Agropecuária da Cotrijal, Gelson Melo de Lima.
"Em um ano no qual a estiagem é uma das marcas, tudo que se pode fazer para minimizar esses impactos ganha relevância", avalia Lima.
Há quem acredite que os prejuízos com a carência hídrica poderiam afastar o produtor do evento, mas é justamente em períodos como este que o agricultor deve buscar ainda mais ferramentas de trabalho. E a Expodireto, destaca Lima, é muito mais do que um espaço de compra e venda. A feira é, sim, uma vitrine para negócios e para a inovação, mas também espaço para debates e conhecimento.
"Estima-se que, no agronegócio, o estoque de informações disponíveis dobre a cada 14 meses. Entre uma feira e outra são 12 meses, então dá para imaginar a quantidade de novidades para se atualizar", ressalta.
Feiras como a realizada em Não-Me-Toque, com mais de 500 expositores, funcionam como um primeiro filtro de qualidade. "São novas máquinas, novos fertilizantes, novos químicos, novas cultivares, novas formulações de adubo... O produtor vai ao parque buscar o que precisa para planejar o futuro", ressalta Lima.
Se o momento é de pensar em investir em irrigação, por exemplo, na Expodireto, o agricultor pode pesquisar, olhar e negociar, assim como entender a tecnologia e comparar as opções disponíveis. E, depois de bater perna no parque, escolher aquela que melhor se adapta ao seu terreno, à sua cultura e ao seu bolso. O produtor também poderá planejar melhor a próxima safra. Não faltarão palestras e fóruns sobre diversos temas, como crédito rural e manejo.
 
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