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Expoagas 2019

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Varejo

Notícia da edição impressa de 20/08/2019. Alterada em 19/08 às 12h18min

Mercado gaúcho cresceu acima da média brasileira

No último ano, os supermercados registram crescimento nominal de 5,2%

No último ano, os supermercados registram crescimento nominal de 5,2%


CLAITON DORNELLES /JC
No último ano, os supermercados registram crescimento nominal de 5,2%. De acordo com o Ranking Agas 2018, o ramo está mais focado em encontrar soluções para que os consumidores visitem e permaneçam mais tempo dentro das lojas. O estudo, realizado desde 1991 pela entidade, coletou dados de 245 empresas supermercadistas gaúchas de 114 municípios e apurou que, ao todo, os estabelecimentos somaram um faturamento de R$ 31,7 bilhões em 2018 entre as 4,7 mil lojas, gerando 99,8 mil empregos diretos em suas operações.
O segmento recebe 4 milhões de clientes em suas lojas no Rio Grande do Sul, diariamente, e está presente na vida de 100% dos consumidores. Para o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, a essencialidade do setor, a praticidade e a conveniência oferecidas, e as estratégias de redução de custos e de aproximação com os consumidores foram alguns dos principais fatores que contribuíram para um resultado acima das expectativas em 2018. 
O crescimento real para o setor no Estado foi de 1,5% em 2018. "No atual cenário, costumamos dizer que a tendência é não ter tendência, já que o varejista precisa criar atrativos diariamente para o consumidor e esperar sua resposta para entender o que este cliente necessita. O setor supermercadista é um grande jogo de xadrez", exemplifica Longo.
Um dos fatores mais determinantes para esse crescimento foi a conveniência da abertura diária, incluindo aos domingos e feriados. "Após ser reconhecido como atividade essencial a partir de decreto presidencial, em 2017, os supermercados tiveram maior segurança jurídica para operar aos domingos", sublinha Longo. O Ranking Agas 2018 confirma isso. Enquanto 17,6% dos supermercados informaram não abrir aos domingos em 2017, o número de lojas fechadas aos domingos caiu para 14,3% em 2018.
Sobre o Ranking Agas, Longo afirma que é o grande termômetro de vendas do setor e estratégico para muitas empresas do varejo e da indústria. "É uma pesquisa muito consolidada, já que foi criada em 1991, e reflete exatamente o desempenho dos supermercados gaúchos", explica.
Para o dirigente, o crescimento do apresentado pelo setor no Estado é uniforme no País. "Dificilmente haverá algo fora da curva. Estamos, entretanto, otimistas de que a Expoagas alavanque oportunidades para o segundo semestre, contribuindo para este crescimento acima da média dos supermercados gaúchos", reforça.

Maior previsão de investimentos em lojas e participação das marcas próprias são destaque de pesquisa

UniSuper promoveu restruturação nas lojas para facilitar visualização e o rápido acesso nos bairros de grande população
Reformas em lojas e aposta em marcas próprias são destacadas como focos pelo setor
CLAITON DORNELLES /JC
Eduarda Endler
Entre as novidades do setor supermercadista, trazidas pela pesquisa Ranking Agas 2018, destaca-se a questão de planejamento. Segundo o estudo, os supermercadistas gaúchos estão com maior previsão de investimentos em novas lojas do que no ano passado.
De acordo com os dados apurados, 32,7% dos empresários do segmento ouvidos pretendem investir em reformas ao longo de 2019 (25% no ano passado); enquanto 12,2% vão abrir novas unidades ao longo deste ano (11% na pesquisa anterior).
Somados, os investimentos já informados são de R$ 149,9 milhões em novas lojas (ao todo, 36 novos supermercados foram pré-anunciados pelos entrevistados) e de R$ 63,3 milhões em reformas de unidades já existentes.
O estudo mostrou também que as marcas próprias, tendência no início dos anos 2000, voltaram a crescer nos supermercados gaúchos. De acordo com a Agas, 17,6% dos supermercados informaram trabalhar com produtos de bandeira própria, enquanto que, em 2017, o número era de 16,8%.
Em todo o Estado, já existem mais de 10,2 mil itens de marcas próprias em supermercados - e a participação média desses produtos no faturamento das empresas é de 4,4%.
Em relação aos alimentos orgânicos, que foram destaque nos hábitos de consumo do Caderno da Expoagas em 2018, o ranking mostrou que os consumidores seguem migrando, lenta e gradativamente, seus hábitos de compra para produtos orgânicos, pois estão preocupados com a saúde e o bem-estar. Esses itens já representam 1,5% das vendas do varejo alimentar gaúcho em 2018.
No ano anterior, chegavam a 1,4% das compras. Já os produtos importados vendidos pelos supermercados gaúchos permaneceram estável em 2018, com 2,04% de representatividade nas vendas.
As centrais de negócios, empresas que congregam pequenos e médios supermercados sob uma mesma bandeira para realizar compras em conjunto e barganhar melhores preços, taxas e condições junto aos fornecedores, apresentaram resultado ainda superior à média do setor gaúcho, em 2018.
Os supermercados vinculados a essas redes de negócio cresceram nominalmente em média 6,8%. Ao todo, as 13 maiores centrais de negócios do Estado faturaram R$ 4,7 bilhões - representando 14,8% do faturamento total do setor.
A maior central de negócios do Rio Grande do Sul é a Rede Super, de Santa Maria, que registrou faturamento de R$ 1,2 bilhão em 2018.
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