Porto Alegre, terça-feira, 21 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

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Notícia da edição impressa de 21/08/2018. Alterada em 20/08 às 23h00min

Mercados devem investir mais na experiência de compra

Os "fresh foods", produtos resfriados, refrigerados e perecíveis, estão em alta e refletem a mudança de estilo de vida dos consumidores

Os "fresh foods", produtos resfriados, refrigerados e perecíveis, estão em alta e refletem a mudança de estilo de vida dos consumidores


MARCO QUINTANA/JC
Os hábitos de consumo e as tecnologias são importantes indicadores para os varejistas, que devem ficar atentos e adequar as empresas para obter resultados positivos ao final de cada semestre. Segundo o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, o que tem mudado no varejo é a necessidade de tornar a experiência de compra mais prática. "As pessoas querem ficar menos tempo em frente a um produto e ter mais facilidade na hora da compra", comenta.
Com a queda dos produtos de mercearia (alimentos não perecíveis) nas gôndolas dos supermercados, fica cada vez mais evidente que o setor supermercadista busca investir nas chamadas fresh foods. Os produtos resfriados, refrigerados e perecíveis estão em alta e são um reflexo da mudança de estilo de vida dos novos consumidores. "Existe uma tendência para que se comam produtos mais frescos ou congelados, fazendo com que a mercearia perca algum espaço nas vendas. Isso é bom, pois ela tem muitas commodities onde não é possível ganhar muita margem", explica Rogério Machado, especialista em varejo.
A panificação congelada tem sido uma opção cada vez mais recorrente, substituindo as padarias próprias. Além da oferta de produtos frescos que podem ser descongelados diariamente e vendidos em um prazo de até dois dias, há ganhos na padronização da qualidade e do peso. Essa tendência é vantajosa para os supermercados, de acordo com o instrutor da Agas, Gustavo Fauth. "A ideia casa perfeitamente com a maioria das nossas lojas, que são formatos de bairro ou vizinhança, voltados para a venda de alimentos perecíveis. Para obterem boa rentabilidade, esses produtos devem participar com mais de 50% da venda total da loja. Se ainda não estiverem nesse caminho, esse deve ser o foco", reforça.

Atacarejos em alta

Os atacarejos se consolidaram e, segundo o especialista em varejo Rogério Machado, mostram que há espaço para todos os tipos de negócios. "Claro que, na crise, eles se expandiram rapidamente, mas sempre haverá cliente com foco em preço." O instrutor da Agas Gustavo Fauth acredita que o modelo, em expansão no Estado, deve permanecer. "Os supermercados irão conviver com os atacarejos. Até pouco tempo atrás, não tínhamos o formato low price. No entanto, há redes explorando-os, convivendo com super, hiper, atacarejos, conveniência, entre outros." Para ele, o enfrentamento deve ser realizado com foco no cliente de cada nicho, nas áreas influenciadas e nos respectivos custos.
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