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Notícia da edição impressa de 16/07/2018. Alterada em 27/07 às 18h45min

Fecomércio-RS busca representar setor com propriedade para assumir o protagonismo

Fecomércio busca a capilaridade em incursões pelo interior, para ampliar o contato com a classe empresarial e garantir a representatividade entre os seus membros

Fecomércio busca a capilaridade em incursões pelo interior, para ampliar o contato com a classe empresarial e garantir a representatividade entre os seus membros


FECOMÉRCIO/DIVULGAÇÃO/JC
Lutar para que haja um ambiente de negócios verdadeiramente favorável aos empreendedores no Rio Grande do Sul e no Brasil. Essa é a missão abraçada pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS). Nos últimos 12 meses, as ações para atingir essa meta foram intensificadas: por um lado, a entidade firma seu posicionamento político, apoiando e divulgando ideias e projetos que incentivem o empreendedorismo; por outro, busca a capilaridade em incursões pelo Interior, para ampliar o contato com a classe empresarial e garantir a representatividade entre os seus membros.
Posicionar-se politicamente, segundo o presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn, é fundamental diante do cenário econômico brasileiro, especialmente entre os empreendedores, que são grandes prejudicados pela recessão. "Podemos fazer um balanço do desempenho da economia com três palavras: frágil, fraca e lenta", sentencia Bohn.
A fragilidade, para ele, vem da instabilidade política, gerada tanto pela paralisia do Executivo federal quanto pela proximidade das eleições - cujos rumos ainda são imprevisíveis. Episódios como a recente greve dos caminhoneiros revelam a fraqueza de um sistema dependente de um único modal, do qual o País é refém. "Essa fraqueza tanto da economia quanto dos governos, que cedem às pressões, se reflete na falta de confiança de empresários e consumidores. As pessoas não investem em bens duráveis ou negócios, tampouco geram empregos", ressalta. Por fim, a lentidão na retomada do crescimento frustra expectativas, de acordo com o presidente da Fecomércio-RS. A previsão de crescimento máximo de 2% no ritmo geral da economia é tímida demais para gerar qualquer tipo de reação.
Diante disso, a entidade firma posição em bandeiras como a melhoria no ambiente de negócios, com redução da burocracia e dos entraves para os empreendedores. Também defende a manutenção da carga tributária nos níveis atuais, sem aumentos e com crescimento no PIB. "Entendemos que, na situação do Estado e do país, é muito difícil reduzir tributos. Propomos, então, a manutenção da carga com garantia de crescimento econômico, o que acaba reduzindo o peso dos impostos com o aumento na renda e na produtividade", explica Bohn.
Para defender essas posições com legitimidade e respaldo, a Fecomércio-RS aposta na representatividade. Por isso, fixou três diretrizes para serem desenvolvidas em 2018. A primeira delas é o posicionamento político da entidade, que já está sedimentado. Porém, para que ele encontre eco na sociedade, a segunda diretriz é fundamental: a aproximação da Fecomércio com os sindicatos e empresários do setor, especialmente no interior do Estado. Com isso, é possível tomar ações concretas junto aos poderes constituídos, para obter avanços reais para a classe empresarial - esta, a terceira diretriz.
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