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Entrevista

24/05/2019 - 04h19min. Alterada em 24/05 às 12h05min

Construção está em compasso de espera pela reforma da Previdência

Dal Molin Jr. diz que há vontade de investir no Brasil, mas andamento das reformas é entrave

Dal Molin Jr. diz que há vontade de investir no Brasil, mas andamento das reformas é entrave


SINDUSCON-RS/DIVULGAÇÃO/JC
Cândida Hansen
Após amargar prejuízos e encolher em função da crise econômica do País, o setor da construção civil vislumbrou um ano mais positivo em 2019. Entretanto, nem todas as expectativas estão sendo realizadas, e a perspectiva de crescimento já é um pouco mais baixa. Ainda assim, o clima segue sendo de otimismo, como destaca, nesta entrevista, Aquiles Dal Molin Jr., presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS).
Após amargar prejuízos e encolher em função da crise econômica do País, o setor da construção civil vislumbrou um ano mais positivo em 2019. Entretanto, nem todas as expectativas estão sendo realizadas, e a perspectiva de crescimento já é um pouco mais baixa. Ainda assim, o clima segue sendo de otimismo, como destaca, nesta entrevista, Aquiles Dal Molin Jr., presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS).
Jornal do Comércio - O setor fechou o ano de 2018 com bastante otimismo. Esse clima se manteve?
Aquiles Dal Molin Jr. - O clima de otimismo arrefeceu um pouco. Há a percepção de que a reforma da Previdência não vai ser tão rápida como se imaginava e nem com uma condição tão positiva. A gente sabe que vai haver interferências políticas e que em alguns setores que ela vai ser mínima. Não havendo uma resposta mais rápida, teremos dificuldade de captação de recursos externos para o País, porque existe muita vontade de investir no Brasil, mas há um compasso de espera do resultado da reforma. Se ela vier a contento e rápida, tudo acaba se resolvendo, o capital externo vem e facilita bastante a economia do País. Isso, logicamente, se reflete no mercado imobiliário.
JC - De forma geral, qual momento a construção civil está vivendo?
Dal Molin Jr.  - Tínhamos a expectativa de que, neste momento, o desenvolvimento do setor fosse mais positivo. Tanto é que o número de lançamentos reduziu ao longo desses últimos dois meses e todo o aquecimento do setor ainda está esperando a reforma da previdência e os resultados do pacote já anunciado de medidas de desburocratização da economia. É claro que são questões mais lentas, não há uma resposta rápida, mas as coisas vão acontecer e temos uma perspectiva positiva. Temos ansiedade para que tudo aconteça o mais rápido possível.
JC - A perspectiva para este ano ainda é de crescimento?
Dal Molin Jr. - Sim. Esperamos que, no segundo semestre, os resultados comecem a aparecer, ainda que um pouco menores do que imaginávamos. Já percebemos o ânimo dos empresários, há um movimento de aquisição de terrenos, de retirada das prateleiras projetos já aprovados e de readequação daqueles que não foram lançados. Há um movimento de preparação do empresariado da construção civil para os próximos meses. A expectativa é melhor ainda para o próximo ano. Acredito que em 2020 os resultados vão aparecer positivamente para o setor.
JC - Quais têm sido os principais entraves para a construção civil?
Dal Molin Jr.  - A questão do crédito imobiliário, que é fundamental para o desenvolvimento do setor, principalmente porque o mercado que se saiu melhor dessa crise é o de baixa renda, do projeto Minha Casa Minha Vida. As dificuldades estão justamente no desenvolvimento da oferta de crédito e em função da incerteza da continuidade do próprio programa. A gente sabe que está havendo contingenciamento de recursos na liberação de obras em andamento, e isso acaba inibindo os empresários. Isso é muito ruim para o setor e para o País. Além disso, aqui em Porto Alegre, há muita dificuldade na liberação dos projetos. Os lançamentos não estão sendo reduzidos em função da menor expectativa, mas sim por causa dessa dificuldade, embora a gente perceba algumas ações da prefeitura para melhorar essa situação.
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