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OLIVEIRAS

Notícia da edição impressa de 24/05/2019. Alterada em 24/05 às 03h00min

Estado tem boas perspectivas de crescimento

Área cultivada no Rio Grande do Sul ultrapassa 5 mil hectares plantados

Área cultivada no Rio Grande do Sul ultrapassa 5 mil hectares plantados


/FERNANDO DIAS/SEAPI/DIVULGAÇÃO/JC
Anelise Cáceres
O plantio de oliveiras e produção de azeite extravirgem apresenta uma crescente expansão no Rio Grande do Sul, graças ao empreendedorismo de produtores gaúchos e também de fora do Estado, conforme dados da Câmara Setorial das Oliveiras da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Estado. No setor privado, são aproximadamente R$ 100 milhões em investimentos, tanto na implantação de olivais como na instalação de fábricas de azeites, gerando milhares de empregos, principalmente na Metade Sul. "Nesta safra de 2019 foram 11 unidades agroindustriais extratoras de azeites, sendo duas inauguradas neste ano. A estimativa para a safra 2019 é de uma colheita muito boa, entre de 160 a 180 mil litros de azeite, bem superior aos 58 mil litros, fabricados em 2018", destaca o coordenador das Câmaras Setoriais e Temáticas, Paulo Lipp.
Desde 2005, quando foram implantados os primeiros pomares financiados pela Secretaria da Agricultura para um grupo de produtores pioneiros, em Caçapava do Sul, a área cultivada no Rio Grande do Sul registra uma curva ascendente. "Começou com 80 hectares e hoje já ultrapassou os 5 mil hectares plantados, dos quais apenas pouco mais de mil hectares já estão em produção. São cerca de 200 produtores, a maioria com perfil empresarial, que estão na atividade", afirma Lipp, ressaltando que 95% dos olivais se encontra na Metade Sul.
Os principais municípios produtores são Canguçu, Pinheiro Machado, Encruzilhada do Sul, Cachoeira do Sul, Caçapava do Sul, Santana do Livramento, Bagé, Barra do Ribeiro e Sentinela do Sul.
A Secretaria da Agricultura criou em 2012 a Câmara Setorial das Oliveiras e, em 2009, o Grupo Técnico da Olivicultura, composto por instituições de ensino, pesquisa e extensão, como Embrapa, Emater-RS e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). O objetivo do grupo técnico era de trabalhar a adaptação de tecnologias para a cultura das oliveiras vinda de outros países, aliadas às condições de clima e solos do Rio Grande do Sul. "Entretanto, por ser uma cultura nova por aqui, ainda existe necessidade de mais pesquisas e formação de técnicos para assistência aos produtores", destaca ele.
Com estimativa de colheita entre 180 e 200 mil litros de azeite no Estado, o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) projeta crescimento de 25% em novos plantios. A expectativa de incremento é de mil a 1,5 mil hectares na produção, bem como a comercialização de mudas de mil hectares. No Brasil, a colheita deve ser de 200 a 240 mil litros. "Tivemos uma excelente safra, com frutas sadias, equilíbrio nos pomares cultivados há mais de cinco anos e expansão de área produtiva", destaca o presidente da entidade, Eudes Marchetti.
Ele ressalta, ainda, a excelência do azeite extravirgem fabricado no Rio Grande do Sul. "Não ficamos atrás de nenhum outro país, pelo contrário, cada vez mais os produtores gaúchos estão investindo na qualidade dos produtos. Hoje contamos com 20 marcas somente no Estado", disse.
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