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Educação

- Publicada em 20h10min, 10/08/2021.

Novo decreto do governo do RS deve acabar com sistema de rodízio em escolas

Para o Cpers, nas públicas não há programa de monitoramento adequado

Para o Cpers, nas públicas não há programa de monitoramento adequado


/ITAMAR AGUIAR/PALÁCIO PIRATINI/JC
Yasmim Girardi
Novo decreto do governo do Rio Grande do Sul, publicado na noite de segunda-feira (9), determina que o distanciamento físico mínimo entre pessoas em ambientes fechados para atividades de educação seja de 1m ao invés de 1,5m. Com a nova definição, mais de 30% das escolas privadas do Estado poderão acabar com o sistema de rodízio de alunos, garantindo com que os estudantes possam voltar a frequentar as aulas todos os dias da semana junto com os demais colegas.
Novo decreto do governo do Rio Grande do Sul, publicado na noite de segunda-feira (9), determina que o distanciamento físico mínimo entre pessoas em ambientes fechados para atividades de educação seja de 1m ao invés de 1,5m. Com a nova definição, mais de 30% das escolas privadas do Estado poderão acabar com o sistema de rodízio de alunos, garantindo com que os estudantes possam voltar a frequentar as aulas todos os dias da semana junto com os demais colegas.
O presidente do Sindicato do Ensino Privado (Sinepe/RS), Bruno Eizerik, explica que, atualmente, 80% dos alunos das escolas particulares estão de forma presencial. Com a antiga regra, que previa um distanciamento de 1,5m entre as classes, algumas escolas precisavam realizar o rodízio, que consistia em dividir a turma em dois grupos: um frequentava a aula segundas, quartas e sextas-feiras e o outro nas terças e quintas-feiras; na semana seguinte, invertia a ordem. Agora, Eizerik entende que não haverá mais a necessidade do rodízio na maioria das escolas.
"Não teremos um percentual maior de alunos comparecendo presencialmente, apenas não vamos mais precisar fazer o rodízio. Vamos atender presencialmente a todos", pontua. Segundo ele, o Sinepe já havia encaminhado esse pedido à Secretaria Estadual de Saúde (SES) há bastante tempo. "Estamos atendendo todos os outros protocolos e os professores já foram todos vacinados com a primeira dose, então entendemos que é seguro", afirma.
O Cpers/Sindicato defendeu, em nota, que a medida era precipitada. "Sem atender a protocolos básicos na rede pública, como a existência de um programa de monitoramento, salas bem ventiladas e máscaras de qualidade (PFF2), o governo abre mão das poucas medidas de segurança existentes para atender às reivindicações de empresários (as), que pretendem acabar com o rodízio de turmas alternadas no ensino privado", adicionou.
Para a infectologista Isadora Hallal, a diminuição de meio metro no distanciamento não é preocupante. "Não é isso que vai fazer a diferença. É focar nas outras medidas, como o uso de máscara e a higiene de mãos. É preciso continuar evitando contato físico ou, no caso da escola, contato com objetos pessoais de outras pessoas", garante. Ela entende que a distância é apenas uma forma de termos responsabilidade em relação ao outro.
No decreto n° 56.025, publicado no Diário Oficial do Rio Grande do Sul, o uso de proteção facial continua sendo obrigatório e deve ser supervisionado. Para os casos em que o distanciamento de 1m não possa ser responsável, os formatos de rodízio ou de ensino híbrido devem continuar sendo executados.
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