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EDUCAÇÃO

- Publicada em 20h17min, 24/05/2021. Atualizada em 10h55min, 25/05/2021.

Atempa e Smed divergem sobre casos de Covid-19 em escolas de Porto Alegre

Professores e trabalhadores de escolas teriam sido contaminados entre 3 e 20 de maio

Professores e trabalhadores de escolas teriam sido contaminados entre 3 e 20 de maio


SPENCER PLAT/AFP/JC
Fernanda Crancio
Atualizada 25/05, 10h58min
Atualizada 25/05, 10h58min
Levantamento da Associação dos Trabalhadores/as em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa) apontou, na segunda-feira (24), que 57 professores da rede municipal de ensino da Capital foram contaminados pelo novo coronavírus desde a retomada do ensino presencial, em 3 de maio. A Secretaria Municipal de Educação, porém, defende que são 21 casos positivos de professores. 
A Atempa defende, ainda, que há ainda outros 91 servidores com suspeita de terem contraído Covid-19. O número também é contestado pela secretaria, que afirma serem 53 em investigação e aguardando resultado, e outros 72 com resultado negativo no período entre 3 e 25 de maio. 
Os dados da Atempo referem-se ao período de 3 a 20 de maio, e foram coletados pela Atempa diretamente com as escolas. Segundo a entidade, a prefeitura tem divulgado as estatísticas semanalmente, "sempre com atraso da realidade concreta do contágio nas escolas". No portal do município, a atualização é feita de acordo com cada semana epidemiológica, e a última divulgação disponível é de 18 de maio.
A previsão é de que nova amostragem oficial saia ainda nesta terça-feira (25). O boletim, produzido pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (SMS) e Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre (Smed) reúne dados obtidos das escolas por meio do formulário de monitoramento.
Segundo a direção da Atempa, a coleta de dados em relação ao contágio da Covid- 19 nas escolas está sendo realizada por um grupo de trabalho do Conselho de representantes do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), com apoio da Atempa. "Em pouco mais de duas semana de aulas presencias já são 57 casos confirmados e 91 suspeitos, as informações são preliminares. O que estamos vendo é assustador, o contágio não vai parar com as escolas abertas", afirma Marcus Vianna, diretor da Associação.
A entidade, que na semana passada integrou mobilização em protesto contra volta às aulas e em homenagem às vítimas da Covid-19, defende que as aulas presenciais sejam suspensas. "E que se estabeleça um rigoroso processo de preparo das escolas para o retorno. Como as escolas não são ilhas em tempos de pandemia, necessitamos também de uma queda vertiginosa da curva de contágio para que possamos ter segurança, fato que está sendo ignorado pelo prefeito e pelo governador", reforça Vianna.
Segundo ele, as escolas da rede pública, em geral, não têm protocolos rigorosos, equipamentos de proteção individual (EPI’s), nem salas com ventilação adequada para a retomada do ensino presencial. "É necessário um cronograma de retorno presencial que seja efetivo e pensado do ponto de vista pedagógico. Do jeito que está é apenas algo para inglês ver”, complementa o dirigente.
A Smed coloca que são há mais de 2.000 professores em trabalho presencial e que apenas duas escolas fecharam, e apenas porque os casos positivos se deram na direção das escolas Anisio Teixeira e Gilberto Jorge.
O calendário municipal de retorno às aulas presenciais foi organizado para garantir uma volta escalonada, por faixa escolar. Além disso, a prefeitura vem informando que os profissionais de ensino da Capital, professores e funcionários, passam por testagem periódica para a Covid-19.
Nesta segunda-feira, foram retomadas as aulas presenciais do Ensino Médio, de cursos técnicos, curso normal e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Porto Alegre, o que envolve um contingente de cerca de 6 mil alunos. No dia 31 de maio voltam os alunos da Educação Especial.
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