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Saúde

- Publicada em 20h02min, 05/03/2021. Atualizada em 21h19min, 05/03/2021.

Três a cada quatro doentes em UTIs do RS são ligados à Covid

Com UTIs acima da capacidade, emergências como a do Hospital Conceição têm superlotação

Com UTIs acima da capacidade, emergências como a do Hospital Conceição têm superlotação


GHC/DIVULGAÇÃO/JC
Até onde as UTis gaúchas vão suportar a demanda ligada à pandemia? Quase no desfecho da semana de colapso do sistema de saúde, devido à superlotação associada ao crescimento de casos, três a cada quatro doentes internados nas unidades intensivas, nesta sexta-feira (5), são ligados à Covid-19.
Até onde as UTis gaúchas vão suportar a demanda ligada à pandemia? Quase no desfecho da semana de colapso do sistema de saúde, devido à superlotação associada ao crescimento de casos, três a cada quatro doentes internados nas unidades intensivas, nesta sexta-feira (5), são ligados à Covid-19.
Nesta sexta, o governador Eduardo Leite comunicou a extensão da bandeira preta e o endurecimento das medidas até 21 de março. Banho de mar foi proibido. O prazo inicial era no domingo (7).  
Dos 3.070 internados em UTIs, no fim da tarde desta sexta, 2.090 são confirmados com o novo coronavírus e 168 são suspeitos. O restante (812) é de outras enfermidades. A ocupação é de 102,2%, a maior até agora.
Dez das 21 regiões Covid estão com ocupação das UTIs acima de 100% - Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Lajeado, Caxias do Sul, Ijuí, Palmeira das Missões e Erechim. Lajeado e Novo Hamburgo apresentam situação mais grave, com os três itens monitoradas no painel com mais de 100% de lotação: UTis, leitos clínicos e respiradores.
Em Porto Alegre, que concentra um terço das vagas disponíveis de UTI, a ocupação é de 105,3%, com 1.018 internados (sendo 684 confirmados para a Covid e 38 suspeitos). Mas são 240 doentes em vagas nas emergências que deveriam estar em unidades intensivas - 135 Covid e 88 em ventilação mecânica.
Esta situação, com pacientes mantidos em áreas que podem não alcançar as condições mais adequadas ao suporte, é apontada como risco para aumento da mortalidade, segundo a coordenadora do Grupo de Trabalho de Enfrentamento do Coronavírus no Hospital de Clínicas (HCPA), Beatriz Schaan. "Não temos como atender assim, porque atender é atender direito."
Foram notificadas mais 168 mortes pelo novo coronavírus, 25 na Capital, segundo o painel da Secretaria Estadual da Saúde (SES). O Estado chegou a 13.188 vidas perdidas. São agora 676,6 mil casos da doença desde fim de fevereiro de 2020.
Outro dado que mostra a pressão por cuidados hospitalares é o da ocupação de leitos clínicos, fora de UTIs, que somam 5,3 mil casos, sendo 4,4 mil confirmado e 835 suspeitos. Com isso, são 7,5 mil pessoas hospitalizadas devido à pandemia, considerando os casos clínicos e em leitos intensivos.
Também chama a atenção o número global de internados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) - a Covid é um tipo de SRAG -, em toda a pandemia, que alcançou 45.625 doentes, quase 600 a mais que essa quinta-feira (4).
Na Capital, a prefeitura anunciou a criação de 100 leitos clínicos
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