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Saúde

- Publicada em 18h58min, 19/01/2021.

Documentos de 2º pedido de uso emergencial da Coronavac são satisfatórios, diz Anvisa

Para os especialistas, a única informação solicitada que pode apresentar algum tipo de preocupação é a de imunogenicidade do estudo fase 3

Para os especialistas, a única informação solicitada que pode apresentar algum tipo de preocupação é a de imunogenicidade do estudo fase 3


SILVIO AVILA/AFP/JC
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu de forma "satisfatória" a primeira avaliação dos documentos encaminhados pelo Instituto Butantan referente ao segundo pedido de autorização de uso emergencial da Coronavac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. O instituto brasileiro pediu autorização para o uso de mais 4,8 milhões de doses do imunizante.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu de forma "satisfatória" a primeira avaliação dos documentos encaminhados pelo Instituto Butantan referente ao segundo pedido de autorização de uso emergencial da Coronavac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. O instituto brasileiro pediu autorização para o uso de mais 4,8 milhões de doses do imunizante.
A estimativa é que a agência leve no máximo 10 dias para avaliar os pedidos de uso emergencial, mas, neste caso, pode ser mais célere. Isso porque parte dos documentos sobre o produto já foi analisada pelo órgão ao liberar o uso de 6 milhões de doses do imunizante no último domingo, 17. A vacina já foi distribuída nos Estados e Distrito Federal.
De acordo com a agência, os dois pedidos são semelhantes, mas contêm diferenças importantes. O primeiro pedido era sobre vacinas importadas prontas. Já este, que ainda está em avaliação, trata de doses envasadas pelo próprio Butantan e em uma embalagem diferente. "Muitos documentos, estudos e dados são comuns aos dois pedidos. Não haverá retrabalho."
"A análise da Agência vai se concentrar nas diferenças entre os dois procedimentos e que podem ter impacto na qualidade do produto final. Para produtos sensíveis como vacinas, mesmo pequenas mudanças de equipamento, método e forma de envase podem causar impacto e portanto devem ser olhadas com atenção", informou.
A agência reguladora também concluiu a análise das informações enviadas pela Pfizer para verificação do cumprimento das boas práticas de fabricação pela última empresa que participa do desenvolvimento da vacina da Pfizer/BioNTech. Com isso, as quatro empresas que estão envolvidas na formulação do imunizante estão devidamente certificadas.
Também foi concluída nesta terça a análise da segunda empresa que participa do processo de fabricação da vacina desenvolvida pela farmacêutica Janssen-Cilag. Mas ainda faltam informações relativas à outra empresa que também está envolvida no processo. A certificação de boas práticas de fabricação é feita de forma individual para cada fábrica.
De acordo com a agência, até o momento não há pedido de uso emergencial ou de registro das vacinas da Pfizer/BioNTech ou da Janssen-Cilag.
Agência Estado
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