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Saúde

- Publicada em 12h54min, 16/09/2020. Atualizada em 08h25min, 18/09/2020.

Profissionais de saúde de Porto Alegre têm alta exposição ao coronavírus, aponta estudo

Kalil aponta que contaminações devem ter ocorrido preferencialmente em junho e julho

Kalil aponta que contaminações devem ter ocorrido preferencialmente em junho e julho


SANTA CASA DE PORTO ALEGRE/DIVULGAÇÃO/JC
Um estudo inédito avaliou a prevalência da Covid-19 em trabalhadores de serviços de emergência em Porto Alegre – que compõem um grupo de profissionais com uma das maiores exposições ao coronavírus. Realizada pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, a pesquisa indicou uma prevalência de mais de 80% de exposição ao vírus entre estes profissionais, com a produção de anticorpos de 5,5%, ou seja, 1,6 vezes maior do que na população da Capital.
Um estudo inédito avaliou a prevalência da Covid-19 em trabalhadores de serviços de emergência em Porto Alegre – que compõem um grupo de profissionais com uma das maiores exposições ao coronavírus. Realizada pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, a pesquisa indicou uma prevalência de mais de 80% de exposição ao vírus entre estes profissionais, com a produção de anticorpos de 5,5%, ou seja, 1,6 vezes maior do que na população da Capital.
“Há poucos estudos sobre a prevalência da Covid entre profissionais de saúde, e os resultados encontrados mostram que este grupo possivelmente seja o mais exposto à Covid-19 na população gaúcha”, afirma Alessandro Pasqualotto, chefe do Laboratório de Biologia Molecular da Santa Casa e um dos coordenadores da pesquisa, juntamente com Antonio Kalil, diretor de Ensino e Pesquisa da Santa Casa.
O levantamento, realizado em parceria com o Instituto Cultural Floresta (ICF) e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), avaliou toda a população de profissionais da saúde, entre os dias 20 e 24 de julho, atuando em cinco grandes emergências de Porto Alegre
Foram estudados 1.163 indivíduos, sendo 315 profissionais na Santa Casa, 310 no Hospital de Clínicas, 300 no Conceição, 270 no Hospital da Pucrs e 140 no Mãe de Deus. O estudo utilizou os chamados testes rápidos para Covid-19: IgM, que detecta infecções recentes, e IgG, para infecções mais antigas.
Na segunda fase do estudo, realizada após 3 semanas com os mesmos profissionais da saúde, observou-se negativação dos anticorpos em mais de metade dos sujeitos avaliados.
“Este estudo traz importantes dados epidemiológicos sobre a Covid-19 na capital gaúcha, em uma população que esteve à linha de frente no combate à epidemia. O predomínio de anticorpos IgM indica que a contaminação tenha se dado preferencialmente nos meses de junho e julho”, avalia Kalil.
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