Porto Alegre, quarta-feira, 20 de maio de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 20 de maio de 2020.
Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Pesquisa

Notícia da edição impressa de 20/05/2020. Alterada em 19/05 às 21h01min

Coronavírus: Estudo vê pico nesta semana e estabilidade em julho

Projeção leva em consideração o quadro atual de isolamento social

Projeção leva em consideração o quadro atual de isolamento social


MARCO QUINTANA/JC
O pico da pandemia de Covid-19 deve ocorrer nesta semana no Brasil, de acordo com um modelo matemático feito por pesquisadores da Coppe/UFRJ, Marinha do Brasil e Universidade de Bordeaux, na França. Ainda segundo o modelo, o número de registros deve começar a se estabilizar no fim do mês de julho, quando alcançar um patamar de 370 mil. Este número pode chegar a 1 milhão, se forem levados em consideração os casos não reportados.
O pico da pandemia de Covid-19 deve ocorrer nesta semana no Brasil, de acordo com um modelo matemático feito por pesquisadores da Coppe/UFRJ, Marinha do Brasil e Universidade de Bordeaux, na França. Ainda segundo o modelo, o número de registros deve começar a se estabilizar no fim do mês de julho, quando alcançar um patamar de 370 mil. Este número pode chegar a 1 milhão, se forem levados em consideração os casos não reportados.
A projeção foi feita para o jornal o Estado de São Paulo e tem por base o quadro atual de isolamento, medidas de higiene e capacidade de testagem. Ou seja, se tudo continuar como está, o País chegará à fase de platô em cerca de um mês.
Entretanto, frisam os cientistas, o mais provável é que as medidas de distanciamento sejam relaxadas e o número de testes realizados aumente, o que deve empurrar um pouco para frente a estabilização da doença e ampliar ainda mais o número de casos.
"Depois do pico, o número de casos acumulados continua crescendo, ele não para de crescer, mas o País vai reportando cada vez menos ocorrências, e a curva começa a mostrar uma tendência de queda", explica o pesquisador Renato Cotta, professor titular da Coppe/UFRJ e consultor técnico da Marinha. "Se tivéssemos o cenário de hoje congelado, chegaríamos ao dia 150 da pandemia, em 18 de julho, com 368 mil casos."
O modelo não calcula o número de mortes, mas a mortalidade no Brasil está em 6,7% - o que nos levaria a um total de pelo menos 25 mil mortes até o fim de julho.
Como há muitas variáveis, os cientistas são cautelosos com as previsões. O número oficial de casos depende diretamente da quantidade de testes de diagnóstico disponíveis, e pode ter alterações significativas, de acordo com as medidas de isolamento adotadas.
"A testagem está aumentando, estamos em 3,5 milhões de testes feitos e devemos chegar a 10 milhões nas próximas semanas", diz Cotta, acrescentando que, com isso, o número de casos reportados forçosamente aumentará. "Além disso, há o afrouxamento da quarentena, seja involuntariamente ou por decreto, que vai fazer com que o número de casos aumente."
Comentários