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Saúde

18/05/2020 - 20h20min. Alterada em 18/05 às 20h19min

Brasil registra 674 mortes por Covid-19 em 24h; é 3º no mundo em número de casos

Rio Grande do Sul teve sete novas mortes confirmadas em 24h, e o total passou para 90

Rio Grande do Sul teve sete novas mortes confirmadas em 24h, e o total passou para 90


Camila Surian/Arte/JC
O Brasil registrou 674 mortes decorrentes do novo coronavírus nas últimas 24 horas e já contabiliza, ao todo, 16.792 vítimas fatais da Covid-19, segundo atualização feita pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (18).
O Brasil registrou 674 mortes decorrentes do novo coronavírus nas últimas 24 horas e já contabiliza, ao todo, 16.792 vítimas fatais da Covid-19, segundo atualização feita pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (18).
O número de casos confirmados da doença no País saltou de 241.080 para 254.220 entre ontem e hoje, foram 13.140 novos registros em 24 horas.
Com os novos registros, o Brasil ultrapassou o Reino Unido em número total de casos confirmados da covid-19 e se tornou o 3º país no mundo com mais casos acumulados da doença, segundo levantamento da universidade Johns Hopkins. Até 19h30min desta segunda, o Reino Unido somava 247.706 casos confirmados de Covid-19. No final de semana, o Brasil já tinha ultrapassado a Itália e Espanha nesse ranking.
De acordo com o levantamento, o Brasil também é o 6º na lista de países com mais mortes acumuladas por covid-19, e fica atrás apenas de Estados Unidos (89.874), Reino Unido (34.876), Itália (32.007), Espanha (28.111) e França (27.709).

Ministro interino se pronuncia na OMS

Ainda nesta segunda-feira, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou em pronunciamento online na Assembleia Mundial da Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS), que o governo federal tem realizado ajuste de protocolos do Ministério da Saúde "baseado em evidências", sem citar a intenção da pasta de ampliar o uso da cloroquina, que ajuda as regiões Norte e Nordeste do país e defendeu o diálogo entre os três níveis do governo. O ministro interino manifestou a disposição do Brasil em apoiar e participar das iniciativas e cooperações internacionais para diagnóstico, medicamentos, vacina e tratamento da pandemia.
Em inglês, Pazuello afirmou que "o governo federal acessa diariamente a situação dos riscos e apoia cidades e Estados com os recursos necessários para reduzir os efeitos da pandemia". No relatório sobre como o Brasil vem combatendo a pandemia, ele citou "duas estruturas: o comitê de crise, coordenado pela Presidência, e o comitê de emergência operacional, coordenado pelo Ministério da Saúde". Segundo ele, as "missões" de cada estrutura são, respectivamente, "monitorar e coordenar medidas interministeriais" e "definir estratégias e ações relacionadas com essa emergência de saúde pública".
Segundo o ministro interino, o governo federal conduz avaliações diárias das situações de risco em cada localidade, "reforçando estados e municípios com os recursos necessários, financeiros, materiais e pessoal". Além disso, explicou, "o Ministério da Saúde vem ajustando seus protocolos com base em evidências e nas experiências exitosas nacionais e internacionais dos lugares mais afetados", disse.
Após a saída de Nelson Teich, o Ministério da Saúde passou a elaborar um novo protocolo para uso da cloroquina também em pacientes com quadro leve de coronavírus, mesmo sem evidências científicas que apontem eficácia. Atualmente, o protocolo adotado pela pasta prevê o uso do medicamento apenas em pacientes graves.
Pazuello defendeu o diálogo entre os três níveis de governo, porém a declaração é contrária ao posicionamento do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que faz fortes críticas a governadores e prefeitos, sobretudo àqueles que mantêm o isolamento social rígido nas cidades e comércios fechados.
Na reunião, os países tiveram cerca de dois minutos cada para expor suas estratégias de combate ao coronavírus. O Brasil tornou-se a quarta nação com mais casos no fim de semana ao ultrapassar Itália e Espanha, duas nações duramente atingidas pela pandemia.
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