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- Publicada em 18h45min, 18/05/2020. Atualizada em 18h45min, 18/05/2020.

Manaus é a primeira cidade a concluir testes da pesquisa coordenada pela UFPel

Rio Grande do Sul já realizou praticamente metade dos testes previstos no levantamento

Rio Grande do Sul já realizou praticamente metade dos testes previstos no levantamento


DANIELA XU/UFPEL/ DIVULGAÇÃO/JC
A pesquisa inédita que vai estimar o percentual de brasileiros com anticorpos para o coronavírus e a velocidade de expansão da doença no País, encomendada pelo Ministério da Saúde e coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), seguirá no final de semana com desafios logísticos e burocráticos, mas com grande adesão da população.  Segundo a universidade, já foram quase 10 mil testes realizados em todos os estados brasileiros. Manaus, a cidade mais atingida pela pandemia da Covid-19, foi a primeira a completar a coleta de dados.
A pesquisa inédita que vai estimar o percentual de brasileiros com anticorpos para o coronavírus e a velocidade de expansão da doença no País, encomendada pelo Ministério da Saúde e coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), seguirá no final de semana com desafios logísticos e burocráticos, mas com grande adesão da população.  Segundo a universidade, já foram quase 10 mil testes realizados em todos os estados brasileiros. Manaus, a cidade mais atingida pela pandemia da Covid-19, foi a primeira a completar a coleta de dados.
O estudo,  com coleta dedados feita pelo Ibope, inclui 133 cidades de todos os estados do País. Somente em Manaus foram 250 testes realizados. “Fica o nosso agradecimento a todas as autoridades de Manaus, em especial ao prefeito Arthur Virgílio Neto, que não mediu esforços para garantir a segurança da nossa equipe, compreendendo a importância da pesquisa e a gravidade da pandemia”, destaca o coordenador geral do estudo e reitor da UFPel, Pedro Hallal.
Até sexta-feira (15), 9.321 entrevistas e testes já haviam sido realizados. Na Região Norte, as equipes concluíram 2.231 do total de 5 mil testes previstos. No Nordeste, foram realizados 2.353 de um total de 10,5 mil testes previstos. No Sudeste, esses números foram de 1.809 – de um total de 6,5 mil.
Já no Sul, as equipes já aplicaram 1.855 de um total de 5.250 testes. No Centro-Oeste, incluindo a capital federal, Brasília, já foram conduzidos 1.073 de 3.750 testes previstos.
Na análise dos estados da região Norte, o Amazonas é o único cujo número de entrevistadas realizadas representa mais da metade da meta. Os menores números são observados no Pará, onde 1.219 testes ainda precisam ser realizados até o final da coleta de dados, no domingo (17).
No Nordeste, a coleta de dados está mais avançada na Bahia, com mais de 800 testes já realizados, e em Sergipe, onde mais da metade dos testes já foram feitos. Já em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, o trabalho de campo está severamente atrasado por dificuldades logísticas e burocráticas.
Na região Sul, o Rio Grande do Sul, estado onde a pesquisa se originou, já realizou praticamente metade dos testes previstos. O estado possui pesquisa semelhante em andamento, que teve três fases concluídas, cada uma incluindo cerca de 4,5 mil pessoas. A coleta de dados também transcorre dentro do previsto no Paraná, com mais de 600 testes realizados. O destaque negativo é Santa Catarina, onde pouco mais de 200 testes, de um total de 1.750 previstos, foram conduzidos.
No Centro-Oeste, mais da metade das 250 previstas para Brasília já foram realizadas. Em Goiás e no Mato Grosso do Sul, a pesquisa avança em ritmo normal, enquanto no Mato Grosso, apenas 81 testes foram possíveis nesses dois primeiros dias de coleta de dados. As equipes do Ibope trabalham normalmente em 80 das 133 cidades. No entanto, as atividades estão paradas em 42 municípios, aguardando autorização para início da coleta de dados. Nas onze cidades restantes, os problemas logísticos e burocráticos resultaram em suspensão sem previsão de retorno do trabalho, aguardando a sensibilização das autoridades locais.
 coordenador geral da pesquisa ressalta o desafio de implementar uma pesquisa em todo o Ppaís, de forma tão rápida. “São desafios enormes, a emergência causada pela pandemia exige que nós, pesquisadores, saibamos responder com agilidade, para produzir dados científicos que podem ajudar a salvar milhares de vidas. Precisamos agora contar com a colaboração dos governadores, prefeitos e secretários de Saúde, para que o estudo transcorra normalmente”, conclui Hallal.
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