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07/05/2020 - 18h56min. Alterada em 07/05 às 18h55min

Comitê internacional valida estudo do HMV para tratamento da Covid-19

Trabalho está sendo desenvolvido com pacientes da UTI do Hospital Moinhos de Vento

Trabalho está sendo desenvolvido com pacientes da UTI do Hospital Moinhos de Vento


HOSPITAL MOINHOS DE VENTO/DIVULGAÇÃO/JC
O comitê independente de monitoramento de dados da Covid-19 aprovou o estudo Coalizão 1, desenvolvido pelo Hospital Moinhos de Vento (HMV), que avalia a eficácia do tratamento com hidroxicloroquina nos pacientes internados com coronavírus.
O comitê independente de monitoramento de dados da Covid-19 aprovou o estudo Coalizão 1, desenvolvido pelo Hospital Moinhos de Vento (HMV), que avalia a eficácia do tratamento com hidroxicloroquina nos pacientes internados com coronavírus.
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A pesquisa internacional analisa o uso da substância, com ou sem adição de azitromicina, para melhorar o quadro respiratório de pacientes internados em hospitais brasileiros, com quadros leves a moderados da Covid-19. Cientistas australianos e neozelandeses verificaram que a investigação está sendo conduzida de maneira adequada e não detectaram evidências suficientes de riscos ou de benefícios para interromper precocemente a pesquisa.
O Moinhos de Vento lidera este e mais seis estudos da Coalizão da doença no Brasil, que congrega os hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês, HCor, Hospital Alemão Osvaldo Cruz e Beneficência Portuguesa de São Paulo. Também fazem parte do grupo a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet) e do Brazilian Clinical Research Institute (BCRI).
Segundo Regis Goulart Rosa, médico intensivista e pesquisador do HMV, membro do comitê diretivo da Coalizão Covid Brasil, os resultados consolidados devem ser divulgados entre o final de maio e o início de junho. “As análises interinas contribuem para garantia da qualidade do estudo e, também, para constatação precoce de benefícios ou riscos das intervenções avaliadas”, destaca.
Pelos resultados parciais do estudo, segundo o médico, ainda não é possível dizer se um dos tratamentos avaliados – hidroxicloroquina em monoterapia ou associação da hidroxicloroquina com a azitromicina, ou o tratamento usual – é melhor do que os outros. “Se em algum desses momentos tivermos uma evidência de efetividade ou se for comprovado risco, podemos ter uma conclusão antes do prazo estimado. Mas tudo passa pela avaliação criteriosa dos órgãos reguladores e entidades científicas”, explica.
Até o momento, 474 pacientes foram recrutados. São pessoas que necessitaram de internação e alguns que, eventualmente, precisaram de oxigênio. Além de observar se a hidroxicloroquina é eficaz para o tratamento desses casos, os pesquisadores também analisam se a adição do antibiótico azitromicina pode potencializar o efeito do remédio e se traz algum benefício adicional. Até o final da pesquisa, 630 pacientes devem ser avaliados.
A Coalizão COVID Brasil está com sete protocolos de pesquisa em andamento. “Esses estudos trarão respostas importantes sobre a eficácia e segurança de potenciais tratamentos medicamentosos e, também, sobre o impacto da doença causada pelo novo coronavírus na qualidade de vida das pessoas”, conclui Rosa.
A aliança interinstitucional Coalização COVID Brasil conta com o apoio do Ministério da Saúde e de laboratórios farmacêuticos como EMS, Ache e Bayer. Ao todo, mais de 3 mil pacientes serão acompanhados pelo projeto por um ano, após a alta hospitalar. Mais de 80 hospitais do País estão envolvidos no recrutamento e nas pesquisas.
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