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saúde

Alterada em 06/05 às 16h22min

Movimentação de pessoas cresce em 25 estados e no DF, em meio a alta de casos de coronavírus

O fluxo de pessoas ainda é de 40% a 60% menor que no período anterior à quarentena

O fluxo de pessoas ainda é de 40% a 60% menor que no período anterior à quarentena


MARCO QUINTANA/JC
Folhapress
Quase todos os estados brasileiros tiveram aumento no fluxo de pessoas em locais de circulação pública em abril. A única exceção é o Amazonas.
Quase todos os estados brasileiros tiveram aumento no fluxo de pessoas em locais de circulação pública em abril. A única exceção é o Amazonas.
A comparação leva em conta dados anônimos de localização divulgados pelo Google, obtidos a partir de aparelhos dos usuário. A reportagem analisou a redução do movimento em três categorias: estações de transporte, parques (que inclui praias, jardins e praças) e lazer (shoppings, cinemas, bares e restaurantes).
Comparando o fluxo médio na semana de 22 a 29 de março com o registrado na semana de 19 a 26 de abril, 26 das 27 unidades da federação tiveram aumento da circulação em ao menos uma categorias. Em 16, houve aumento nas três.
O fluxo de pessoas ainda é de 40% a 60% menor que no período anterior à quarentena, mas os dados mostram que o isolamento social caiu no último mês, na contramão do aumento do número de casos e mortes por coronavírus.
Até a tarde desta terça (5), quase 8.000 pessoas haviam morrido no país. Mais de 5.000 mortes ocorreram no mês de abril.
Em comparação, nos países da Europa mais afetados pelo vírus e que tiveram "lockdown" (forma mais rigorosa de restrição à circulação de pessoas), como Itália e Espanha, há cerca de 80% menos pessoas nos espaços públicos, na comparação com o início do ano. O valor considerado como base é o movimento registrado antes da quarentena, entre 3 de janeiro e 6 de fevereiro.
Mesmo Portugal, que não teve regras tão rígidas e apresenta números bem mais modestos de mortes e infecções, tem índices maiores de isolamento que o Brasil.
No país, o estado que mais teve aumento no fluxo de pessoas em abril foi Mato Grosso do Sul, com variações de 30% a 40% em relação a março nas três categorias analisadas.
Santa Catarina, por sua vez, teve crescimento de 34% no movimento em espaços de lazer. O estado flexibilizou normas de restrição ao comércio e permitiu a reabertura de shoppings.
Em Blumenau, a 91 km de Florianópolis, clientes foram recebidos com música ao vivo na reabertura do Neumarkt Shopping, no último dia 22.
São Paulo, estado com maior número de infectados, teve aumento de 22% na circulação em locais como praias, parques e praças públicas.
Na outra ponta, o Amazonas foi o único que conseguiu ampliar o isolamento social nas três categorias. O estado enfrenta grave situação de colapso no sistema de saúde, com hospitais lotados e falta de equipamentos. Tem também a maior taxa de mortalidade por coronavírus do país, com 14,1 mortos a cada 100 mil habitantes.
Por lá, o movimento no transporte, parques e locais de lazer caiu de 6% a 8,5% entre março e abril. O fluxo em abril é de 46,5% a 63,5% menor que no período anterior à quarentena.
À exceção do Tocantins, todos os estados do Norte diminuiram o movimento em estações de transporte.
Ainda assim, a circulação de pessoas é maior que na maioria dos estados do Nordeste, região em que o isolamento social parece ter mais adeptos.
Oito dos nove estados são chefiados por governadores declaradamente de oposição a Jair Bolsonaro (sem partido), que tem criticado medidas de isolamento, minimizado o efeito do coronavírus e participado de protestos.
A região também é a única onde Bolsonaro perdeu no segundo turno das eleições de 2018 e onde o presidente tem maior índice de rejeição, segundo pesquisas Datafolha.
O Ceará é o estado com maior redução de movimento em locais de lazer em relação aos dias anteriores à quarentena, com fluxo 72% menor na última semana de abril do que no início do ano (em março, índice era de 76,4%).
Na sexta (9), Fortaleza terá seu primeiro dia de "lockdown", medida que já começou a valer nesta terça em São Luís. Tanto o Maranhão quanto o Ceará têm superlotação de UTIs por pacientes com Covid-19, e a medida visa frear a disseminação do vírus.
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