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- Publicada em 15h54min, 08/04/2020. Atualizada em 18h08min, 08/04/2020.

'Não trabalhamos com a hipótese de comércio fechado até junho', diz Eduardo Leite

Decreto do governo gaúcho estipulou que o comércio fica fechado até o dia 15 de abril

Decreto do governo gaúcho estipulou que o comércio fica fechado até o dia 15 de abril


CESAR LOPES/PMPA/JC
Ao mesmo tempo em que indicou preocupação com o ritmo de crescimento de casos de coronavírus no Rio Grande do Sul - em 24 horas, houve alta de 9,3% nos registros divulgados a partir dos resultados de testes, o governador Eduardo Leite projetou um "certo teto" para a restrição a atividades econômicas dentro das ações para reduzir a contaminação pelo vírus. Na tarde desta quarta-feira (8), a décima morte por covid-19 foi confirmada no Estado.
Ao mesmo tempo em que indicou preocupação com o ritmo de crescimento de casos de coronavírus no Rio Grande do Sul - em 24 horas, houve alta de 9,3% nos registros divulgados a partir dos resultados de testes, o governador Eduardo Leite projetou um "certo teto" para a restrição a atividades econômicas dentro das ações para reduzir a contaminação pelo vírus. Na tarde desta quarta-feira (8), a décima morte por covid-19 foi confirmada no Estado.
O decreto em vigor estipulou interrupção de segmentos de varejo não essenciais até dia 15. "Não trabalhamos com a hipótese de comércio fechado até junho", sinalizou Leite, ao responder a questionamentos de jornalistas em transmissão o vivo pelo Facebook. O governo também não vem indicando como será a liberação para os 497 municípios gaúchos. 
O governador, que vem sendo pressionado por setores empresariais que sofrem prejuízos com o atual fechamento a liberar antes do prazo a abertura das atividades, disse que espera que a maior aplicação de testes da covid-19, monitoramento em tempo real dos casos e as medidas de distanciamento social já adotadas sejam efetivas para retardar crescimento e ainda preparar a estrutura hospitalar para atendimento de casos mais graves possam dar condição de retomada da vida normal.
O Estado tinha até essa terça-feira (7) 555 casos e nove mortes. A mais recente foi comunicada na noite dessa terça-feira (7) de uma técnica de enfermagem de 44 anos que atuava no Hospital Conceição, que faz parte do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). 
Leite citou que a meta é evitar mortes por falta de atendimento. O governador lamentou o falecimento da técnica Mara Rúbia Silva Cáceres indicando que o caso é emblemático, por ser o primeiro de um profissional de saúde no Estado e ainda mais jovem até agora. Entre os oito demais óbitos, o mais novo tinha 59 anos, e os demais estavam na faixa de 60 anos, 80 e 90 anos. Cinco são de residentes em Porto Alegre. Mara morava em Alvorada.  
Na preparação da estrutura de hospitais, o chefe do Executivo disse que estão sendo ampliadas vagas de leitos de UTI, que devem aumentar 60% - seriam cerca de 900 hoje do SUS. A secretária estadual da Saúde, Arita Bergamnn, disse que o aumento do valor da diária para paciente em UTI, anunciado pelo  Ministério da Saúde, que passou a R$ 1,6 mil, deve auxiliar na oferta de vagas. 
Para Leite, o crescimento de 9,3% nos registros (eram 508 na segunda-feira e passou a 555 nessa terça) aponta para a necessidade de redobrar os cuidados com a prevenção à contaminação e de distanciamento social. "Os dados até agora reforçam o ficar em casa", reforçou o governador. "Estamos em uma fase mais estressante, com mais casos", advertiu ele.
Sobre Porto Alegre, que concentra mais casos - eram 272 até essa terça-feira -, Leite disse que a situação na Capital "merece toda a atenção" e que fez reunião com o prefeito Nelson Marchezan Júnior e dua equipe nessa terça "para alinhar estratégias". Segundo o governador, o quadro é monitorado e diz que já ocorre aumento de leitos, como no Hospital Vila Nova e no Hospital de Clínicas, que começou a receber pacientes em sua nova UTI.
A secretária da Saúde disse que solicitou aos hospitais da Capital que enviem informações sobre a ocupação de leitos gerais e de UTI com casos de coronavírus. "Pedimos que cadastrem os dados de forma imediata para que possamos monitorar os casos suspeitos e confirmados", disse Arita.
 
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