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Comércio exterior

Notícia da edição impressa de 03/04/2020. Alterada em 03/04 às 03h00min

Exportações podem ter queda de R$ 18,6 bilhões

O impacto econômico do novo coronavírus pode atingir as exportações brasileiras fortemente, segundo relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A queda, segundo a entidade, pode ser de até R$ 18,6 bilhões caso seja confirmada a retração de 1,1% no Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
O impacto econômico do novo coronavírus pode atingir as exportações brasileiras fortemente, segundo relatório da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A queda, segundo a entidade, pode ser de até R$ 18,6 bilhões caso seja confirmada a retração de 1,1% no Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
A avaliação foi feita com base em estudos que mostram que a diminuição de renda no mundo levaria à redução de produtos nacionais, diz Carlos Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI. A entidade também estima que uma recessão global levaria a uma redução de 56 mi de toneladas em cargas brasileiras indo para o exterior.
Em comparação ao ano passado, a CNI projeta que as exportações brasileiras podem ter queda de 11% na quantidade de toneladas a depender das medidas contra a Covid-19 adotadas por outros países latino-americanos, grande destino dos manufaturados nacionais. Segundo Carlos Abijaodi, o câmbio desvalorizado é um elemento temporário de melhora da competitividade. Para o diretor, pode ser um meio de as exportadoras contornarem o momento, principalmente pequenas empresas de bebidas e alimentos, além daquelas de calçados e vestuário, setores com cadeias de produção mais longas.
As medidas para retardar o avanço do novo coronavírus tem impactado a logística de mercadorias. Um Estudo da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC), que reúne transportadoras rodoviárias, aponta que a demanda por transporte de cargas caiu 26,14% nos dias 23 e 24 de março, em comparação com a operação normal.
Segmentos de cabotagem e ferroviário também têm percebido queda na demanda, segundo executivos, mas ainda não há números para dimensionar o cenário. O setor ressalta que ainda não há problemas de abastecimento.
A maior queda se deu no transporte de produtos industriais: as embalagens caíram 55,3%, os eletrônicos, 46,5% e automóveis, 37,6%.