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indústria

- Publicada em 12h39min, 30/03/2020.

Senai contempla projeto que ensina fabricantes a produzirem luvas cirúrgicas

Iniciativa é uma das ações de combate ao avanço do coronavírus no Brasil

Iniciativa é uma das ações de combate ao avanço do coronavírus no Brasil


ERIKA SANTELICES/AFP/JC
Projeto contemplado pelo Edital de Inovação para a Indústria 2020 – Missão contra o Covid-19 deve ajudar a indústria a atender demanda da área hospitalar, de um maior número de luvas cirúrgicas no período de pico da pandemia do Covid-19 (novo coronavírus). Previsto pelo Ministério da Saúde para ocorrer no início de maio, o ápice da contaminação é o prazo limite para que o Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros (ISI Polímeros) – sediado em São Leopoldo – desenvolva manual de fabricação de luvas cirúrgicas e de procedimentos não cirúrgicos que incentive empresas brasileiras a produzir os produtos.
Projeto contemplado pelo Edital de Inovação para a Indústria 2020 – Missão contra o Covid-19 deve ajudar a indústria a atender demanda da área hospitalar, de um maior número de luvas cirúrgicas no período de pico da pandemia do Covid-19 (novo coronavírus). Previsto pelo Ministério da Saúde para ocorrer no início de maio, o ápice da contaminação é o prazo limite para que o Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros (ISI Polímeros) – sediado em São Leopoldo – desenvolva manual de fabricação de luvas cirúrgicas e de procedimentos não cirúrgicos que incentive empresas brasileiras a produzir os produtos.
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Este é um dos desafios do Ministério da Saúde para universidades e instituições de pesquisas, na lista de metas para acharem soluções rápidas no combate à doença. “É um esforço que estamos fazendo para que quando o pico da contaminação ocorra, o mercado esteja preparado para suprir a demanda destes materiais”, comenta a gerente do ISI Polímeros, Viviane Lovison. Segundo ela, poucas indústrias fabricam luvas cirúrgicas atualmente no País. “Muitas deixaram as linhas de produção em stand by, por conta da competitividade da China. Mas com o avanço do vírus, voltaram a produzir em grande escala”, pondera Viviane. “No entanto ainda está faltando luva e a ideia é incentivar que empresas que nunca produziram mas têm estrutura para produzir, entrem neste mercado.”
De acordo com Viviane serão destinados R$ 700 mil para os estudos com látex natural e sintético, que será fornecido pela empresa gaúcha Nitriflex. “Está na época da colheita da borracha natural, então tem látex sobrando no mercado, o que irá ajudar bastante”, destaca a gerente do Instituto. A meta é desenvolver formulação e ficha técnica para que indústrias que tenham interesse possam usar a mesma composição, reforça Viviane.
O processo inclui desde o levantamento das matérias-primas, formulação com látex natural e/ou sintético, requisitos técnicos das normas ABNT e resoluções da Anvisa. O desenvolvimento do projeto tem duração de três meses, mas à medida que as soluções forem acontecendo, os resultados e informações serão disponibilizados para todas as empresas interessadas e que possam fabricá-las. “Também iremos fazer um processo de fabricação, com o passo a passo para tornar público para indústrias que tenham interesse e condições produzam.” Caberá a cada empresa fabricante testar em laboratórios acreditados no Cgcre/Inmetro seus produtos de acordo com requisitos técnicos previstos.
Adriana Lampert
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