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Conjuntura internacional

Notícia da edição impressa de 27/03/2020. Alterada em 27/03 às 03h00min

G-20 anuncia injeção de US$ 5 trilhões na economia

Por conta da pandemia, encontro foi realizado remotamente

Por conta da pandemia, encontro foi realizado remotamente


/MARCOS CORRÊA/PR/JC
Reunidos nesta quinta-feira em videoconferência, os líderes dos países do G-20 - bloco que reúne as 20 maiores economias do mundo - anunciaram que vão injetar US$ 5 trilhões na economia global. A medida integra um conjunto de ações para combater os impactos sociais, econômicos e financeiros da pandemia de coronavírus.
Reunidos nesta quinta-feira em videoconferência, os líderes dos países do G-20 - bloco que reúne as 20 maiores economias do mundo - anunciaram que vão injetar US$ 5 trilhões na economia global. A medida integra um conjunto de ações para combater os impactos sociais, econômicos e financeiros da pandemia de coronavírus.
"O vírus não respeita fronteiras. O combate a esta pandemia exige uma resposta global com espírito de solidariedade, que seja transparente, robusta, coordenada, de larga escala e baseada na ciência. Estamos fortemente comprometidos a apresentar uma frente unida contra essa ameaça comum", destaca o comunicado final da reunião.
Os líderes decidiram orientar seus ministros das finanças e presidentes de bancos centrais a elaborarem um plano de ação coordenado pelo G-20 e em colaboração com as organizações internacionais.
Na declaração, eles apoiaram enfaticamente as medidas adotadas pelos bancos centrais para apoiar o fluxo de crédito para famílias e empresas. "Estamos adotando medidas imediatas e vigorosas para apoiar nossas economias; proteger trabalhadores, empresas - especialmente micro, pequenas e médias empresas - e os setores mais afetados; e amparar os vulneráveis com proteção social adequada", diz um trecho da declaração
O comunicado também destaca o comprometimento do G-20 em ampliar o financiamento de pesquisas e desenvolvimento de pesquisas e medicamentos, alavancar tecnologias digitais e fortalecer a cooperação científica internacional
Outra preocupação demonstrada pelos líderes foi em preservar os fluxos de comércio de bens e serviços. "Tendo em conta as necessidades de nossos cidadãos, trabalharemos para garantir o fluxo transfronteiriço de suprimentos médicos vitais, produtos agrícolas essenciais e outros bens e serviços e trabalharemos para solucionar as interrupções nas cadeias globais de suprimentos, para apoiar a saúde e o bem-estar de todas as pessoas".
A pandemia sem precedentes de covid-19 é um lembrete poderoso de interconectividade e vulnerabilidades dos países. O combate à pandemia exige uma abordagem transparente, robusta, coordenada, em larga escala e baseada na ciência e no espírito global de solidariedade", diz o comunicado.
 

OCDE sugere remoção de restrições comerciais

Angel Gurría classifica crise 
como
Angel Gurría classifica crise como "sem precedentes"
/DANIEL MUNOZ/AFP/JC

O secretário-geral da Organização Para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurría, exortou a comunidade internacional a retirar restrições ao comércio global em meio à pandemia de coronavírus. "Essas restrições podem não só afetar o fornecimento de materiais médicos necessários, mas também gerar choques à cadeia produtiva de alimentos e outros bens essenciais", escreveu em carta.

Gurría classificou a crise causada pelo vírus como "sem precedentes" e disse que ela expôs as fraquezas em sistemas de saúde ao redor do mundo. "A pandemia traz consigo o terceiro e maior choque do século XXI, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2011 e a crise financeira global de 2008", afirmou.

Para superá-la, ele destacou a necessidade de governos agirem de forma coordenada e saudou as ações "ousadas" de bancos centrais no combate aos efeitos econômicos da epidemia. "Precisamos de uma ambição similar àquela verificada com o Plano Marshall, que criou a OCDE, e de uma visão semelhante a do New Deal", salientou, referindo-se ao plano econômico dos Estados Unidos que pôs fim à Grande Depressão de 1929.

Diretor-geral da OMC elogia líderes

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, elogiou a determinação do grupo das maiores economias mundiais, G-20, para trabalhar em conjunto para combater a pandemia da covid-19, "garantindo o fluxo de suprimentos médicos vitais, produtos agrícolas críticos e outros bens e serviços além das fronteiras".

Azevêdo recebeu com satisfação a decisão do G-20 de compromisso mais amplo em "minimizar interrupções no comércio e nas cadeias de suprimentos globais". Os líderes concordaram em "facilitar o comércio internacional e coordenar as respostas de maneira a evitar interferências desnecessárias no tráfego e comércio internacionais". "Poucos países - se houver - podem produzir todos os suprimentos médicos, alimentos e energia de que precisam", disse Azevêdo.