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aviação

Notícia da edição impressa de 25/03/2020. Alterada em 25/03 às 03h00min

Crise piora, e setor aéreo mundial precisa de US$ 200 bilhões, diz Iata

As empresas aéreas precisam de uma injeção imediata de recursos de US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) para que não haja uma onda de falências, afirmou nesta terça-feira o diretor-geral da Iata (associação internacional do setor), Alexandre de Juniac.
As empresas aéreas precisam de uma injeção imediata de recursos de US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) para que não haja uma onda de falências, afirmou nesta terça-feira o diretor-geral da Iata (associação internacional do setor), Alexandre de Juniac.
O dinheiro é necessário para compensar a perda de receitas provocadas pela pandemia de coronavírus, que restringiu gravemente as viagens em todo o mundo. Como as empresas precisam honrar seus custos fixos, mas estão faturando menos, estão em vias de queimar todo seu caixa, disse Juniac.
Segundo ele, há empresas mais e menos preparadas para enfrentar a crise, mas o setor como um todo precisa de uma injeção urgente (na forma de empréstimos, garantias ou subsídios). "No futuro, quando começar a retomada, o mercado se encarregará de separar as mais bem administradas das outras", afirmou.
A Iata estima que a receita do setor aéreo sofra um tombo em 2020 de 60% do que faturou no ano passado, ou US$ 252 bilhões (R$ 1,26 trilhão), num cenário de viagens restritas por mais tempo e recuperação gradual a partir de meados do ano. O número é mais que o dobro do que a entidade havia previsto no dia 5, antes de governos por todo o mundo proibirem a entrada de estrangeiros. "Nossos piores cenários no começo do mês hoje parecem leves", disse Juniac.
Para o executivo, a recuperação do setor aérea deve ser lenta, porque a pandemia trará recessão, desemprego e perda de confiança do consumidor. "Os governos, porém, devem agir imediatamente para impedir a destruição do transporte aéreo, que é crucial para ativar a economia quando começar a retomada", afirmou.
 

No Brasil, empresas reduzem drasticamente as operações

O governo federal acertou com as empresas de aviação para que, mesmo diante da queda na demanda do setor em razão do novo coronavírus, todos os Estados tenham pelo menos uma ligação aérea funcionando. Agora, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), serão analisadas as malhas das aéreas e feitos eventuais ajustes para garantir que nenhuma região fique isolada.

O assunto foi discutido em reunião entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ministério da Infraestrutura, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e empresas que operam no mercado doméstico - Latam, Azul e Gol.

Na manhã de terça-feira, a Gol já anunciou que, entre 28 de março e 3 de maio, manterá em operação somente a malha essencial de 50 voos diários, conectando todas as capitais dos estados brasileiros a partir do aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos (GRU). Normalmente, a Gol opera 800 voos por dia.

O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, afirmou que os esforços da Anac ajudarão a reduzir o forte ritmo de perda de caixa enfrentado pelas companhias. "Estamos queimando dezenas de milhões de reais por dia. A coordenação por parte da Anac representa um recuo organizado da demanda e queda dessa queima", disse ele, que lembrou que algumas aeronaves estão decolando com até 12 passageiros frente a uma capacidade de 180 lugares.