Porto Alegre, quarta-feira, 11 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

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Cenário

Notícia da edição impressa de 06/07/2018. Alterada em 11/07 às 09h17min

Cooperativismo cresce no Rio Grande do Sul apesar da crise

As cooperativas do Rio Grande do Sul cresceram mesmo num cenário de recessão em nosso Estado e no País; e o associativismo gaúcho, mais uma vez, mostrou-se forte ante adversidades. Em 2017, alcançou R$ 43 bilhões de faturamento nos 13 ramos de atividades, incremento de 4,3% em relação ao período anterior, em especial nos ramos agropecuário, crédito e saúde. Por serem sociedades constituídas por pessoas, e não por capital financeiro, as cooperativas constroem e projetam seus investimentos numa proposta de crescimento com base na mútua colaboração. As sobras geradas pelas cooperativas aumentaram 21,97% em relação ao período anterior e chegaram a R$ 1,8 bilhão, o que evidencia a eficiência econômica de nosso setor.
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Mais de 61 mil vagas em todo Estado

As cooperativas gaúchas alcançaram 2,8 milhões de pessoas quando avaliados os números de associados. Isso corresponde a 74,3% da população gaúcha envolvida com o sistema cooperativista de alguma forma. O movimento demonstrou ainda contribuição importante na luta contra o desemprego, um dos primeiros reflexos da crise econômica. Atualmente, são 61,8 mil postos de trabalho diretos gerados pelas cooperativas do Estado, o que significa dizer que, mesmo em época de retração econômica, as cooperativas aumentaram seus postos de trabalho.

AGROPECUÁRIO: A força do segmento

As cooperativas agropecuárias formam o segmento economicamente mais forte do cooperativismo gaúcho. As 128 cooperativas congregam 333,4 mil produtores associados e empregam 35,9 mil trabalhadores em operações como assistência técnica, social e educacional, até o fornecimento de insumos, recebimento, armazenamento, industrialização e comercialização da produção.
As principais cadeias que contam com a atuação das cooperativas são: grãos (soja, trigo, milho, arroz, entre outros), laticínios (leite e seus derivados), proteína animal (suínos, aves e bovinos), hortifrutigranjeiros (maçã, cítricos, morango, hortaliças, cebola), vitivinicultura (uva e seus derivados) e lanifício (lãs e seus derivados). Como atividade complementar, possuem operações de varejo, como supermercados, postos de combustíveis, lojas de materiais de construção e lojas agropecuárias.
  • 333,4 mil associados
  • 128 cooperativas
  • 35,9 mil empregados

CRÉDITO: Participação nos resultados na proporção das operações

É um dos ramos mais dinâmicos do cooperativismo e oferece um número cada vez maior de produtos e serviços financeiros. No cooperativismo de crédito, todos os correntistas são donos do negócio e, em vez de acumularem capital para um pequeno grupo de pessoas, as cooperativas trabalham em prol de todo o grupo de associados. Os ganhos financeiros desdobram-se em vantagens sociais: os associados participam dos resultados na proporção de suas operações.
  • 1,9 milhão associados
  • 82 cooperativas
  • 9,6 mil empregados

SAÚDE: Cuidar das pessoas é sempre um bom negócio

As cooperativas de saúde estão presentes em todo território nacional e prestam serviços a grande parte dos gaúchos. Além das cooperativas médicas e odontológicas, há as que congregam profissionais especializados na área, como médicos, dentistas e psicólogos, para garantir melhor remuneração e condições de trabalho.
  • 21,7 mil associados
  • 58 cooperativas
  • 10,6 mil empregados

TRANSPORTE: Caminho de crescimento

As cooperativas do ramo de transporte nasceram como alternativa de valorização profissional e melhor remuneração dos pequenos transportadores, que vislumbram neste modelo condições de exercerem a profissão de forma digna e economicamente viável. Entre as frentes de atuação estão o transporte coletivo de passageiros e de cargas.
  • 8,0 mil associados
  • 66 cooperativas
  • 270 empregados
 

TRABALHO: Unidos em busca de melhores condições

As cooperativas de trabalho surgem da vontade de profissionais autônomos de um mesmo ramo, que se propõem a realizar suas atividades através da contratação para execução de obras, tarefas e serviços. São constituídas por trabalhadores que buscam obter melhor qualificação, renda e condições gerais de trabalho.
  • 4,1 mil associados
  • 24 cooperativas
  • 147 empregados

INFRAESTRUTURA: Foco no desenvolvimento

De forma predominante, neste ramo, aparecem as cooperativas de geração e distribuição de energia elétrica, que têm como objetivo principal fornecer a seus associados, por meio de redes próprias, serviços de energia elétrica, seja distribuindo-a de concessionárias ou gerando a sua própria energia. As cooperativas de eletrificação rural exercem papel essencial no fornecimento do serviço e, consequentemente, no desenvolvimento socioeconômico de áreas rurais do Estado.
  • 467,1 mil associados
  • 23 cooperativas
  • 2,2 mil empregados
 

EDUCACIONAL: Formação em destaque

As cooperativas educacionais foram idealizadas em razão do descontentamento com a qualidade do ensino e projetos técnico-pedagógicos, e também pelos aumentos desproporcionais nas mensalidades, número restrito de vagas em algumas localidades e pela busca de melhores remunerações para os professores. O ramo é multifacetado: não há apenas um tipo de cooperativa, que pode ser de profissionais de educação, professores, alunos, pais de alunos, pais e professores, empreendedores educacionais e atividades afins.
  • 2,7 mil associados
  • 16 cooperativas
  • 48 empregados
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