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Editorial

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editorial

- Publicada em 03h00min, 19/02/2021.

Ansiedade e depressão no rastro da pandemia

A pandemia da Covid-19 revela uma nova face bem mais cruel para além das 240 mil mortes no Brasil. É que o País está liderando os casos de ansiedade e depressão após quase um ano do início da doença entre nós. A quarentena forçada para milhões de pessoas trouxe desequilíbrios fortes, maiores do que aqueles causados pelo desemprego e falta de recursos financeiros para micro e pequenos empresários, com o fechamento de milhares de operações de serviços os mais diversos.
A pandemia da Covid-19 revela uma nova face bem mais cruel para além das 240 mil mortes no Brasil. É que o País está liderando os casos de ansiedade e depressão após quase um ano do início da doença entre nós. A quarentena forçada para milhões de pessoas trouxe desequilíbrios fortes, maiores do que aqueles causados pelo desemprego e falta de recursos financeiros para micro e pequenos empresários, com o fechamento de milhares de operações de serviços os mais diversos.
Quando se esperava que 2021, no rastro da estabilidade e até recuo, em alguns estados, dos casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave, traria um certo alívio geral, eis que, ao contrário, estamos sofrendo novos reveses sanitários com mais casos e mortes em quase todos os recantos brasileiros. Ações para reabertura de atividades são canceladas e trazem mais desânimo aos que precisam das suas atividades para ganhar o sustento.
Serviços públicos funcionando parcialmente e o que tem aliviado um pouco é a possibilidade de acesso via internet, mas que recebem críticas pela dificuldade em obter respostas completas e que resolvam problemas apresentados. Falta de comunicação com familiares, amigos e colegas de trabalho causada pelo confinamento doméstico são os motivos da liderança do Brasil em casos de ansiedade e depressão na América Latina e entre outras dezenas de países pesquisados.
Também a ausência de lazer, sem exercícios físicos e com o pensamento fixado no medo da doença e nas prevenções obrigatórias e responsáveis para evitar contaminação, segundo infectologistas e sanitaristas em geral, contribuem para que a ansiedade e a depressão tomem conta de milhões de pessoas.
No entanto, fora dos protocolos básicos, não há, ainda, alguma solução que impeça sejamos infectados pela Covid-19 e, o pior, agora por suas variantes que, segundo consta, uma delas, a da Manaus, estaria circulando pelo Rio Grande do Sul, com morte quase inexplicável em Gramado de idoso que estava recluso em seu sítio.
Por tudo isso é fundamental, mesmo que negados por muitas pessoas, que o distanciamento, o fim de aglomerações e todos os demais protocolos sejam obedecidos de maneira sistemática e até compulsiva, a fim de que a nossa saúde e a dos outros seja preservada o mais possível. Caso contrário, continuaremos, dia após dia, a contar, melancólica e depressivamente, o número de mortos e infectados em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil, lamentavelmente. Não temos alternativa, não nesse momento.
 
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