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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021.

Editorial

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editorial

- Publicada em 03h00min, 18/02/2021.

O direito à Cultura - e também à saúde na sociedade

Até 2020, costumávamos falar que o ano começava para valer no Brasil após o Carnaval. Mas como a pandemia de Covid-19 veio em março, após a folia de 2020, foi somente agora, neste ano, que sentimos a ausência real do colorido e do barulho nas ruas. Uma das expressões maiores da cultura nacional se apagou com o novo coronavírus.
Até 2020, costumávamos falar que o ano começava para valer no Brasil após o Carnaval. Mas como a pandemia de Covid-19 veio em março, após a folia de 2020, foi somente agora, neste ano, que sentimos a ausência real do colorido e do barulho nas ruas. Uma das expressões maiores da cultura nacional se apagou com o novo coronavírus.
Ainda no ano passado, a doença com altos índices de contaminação já tinha alterado muitos fatores na configuração das instituições e negócios, e também no comportamento do brasileiro. As mudanças impactaram em cheio o setor de eventos e a cadeia da economia criativa.
Apesar disso, no início do distanciamento social, ficou claro que os produtos culturais eram uma válvula de escape poderosa para manter a saúde mental, para que os sujeitos pudessem lidar com os novos problemas com mais equilíbrio e sabedoria. Houve um boom de lives musicais nas redes sociais, a leitura foi muito ampliada nos lares pelo mundo todo e as séries e filmes nas plataformas de streaming foram conquistando cada vez mais protagonismo no entretenimento doméstico.
Quando as medidas foram flexibilizadas, os cinemas foram reabertos e até shows em teatros tentaram ser retomados na capital dos gaúchos. Com o recrudescimento do contágio, fecharam novamente. Hoje, as salas de shopping de Porto Alegre estão funcionando com restrições, mas as ofertas nas telas não são tão variadas e atrativas. Os museus, galerias e centros de pesquisa podem ser visitados com agendamento prévio. No entanto, esses dois segmentos não fazem mais parte dos passeios familiares, não configuram mais a vida cultural propriamente da cidade. A diversão precisa ser ao ar livre, sem aglomerações.
Para que a rotina dos negócios privados e dos equipamentos culturais públicas seja resgatada de fato, se faz necessário que a sensação de segurança também adquira seu sentido cultural na comunidade. A vacinação no País anda a passos de formiga, rodeada da incerteza da chegada de novas doses e da ameaça das diferentes cepas do vírus demandarem outras imunizações no futuro. A arte é essencial para a saúde mental do indivíduo, mas para isso ele precisa estar vivo e sem sequelas neurológicas.
A leitura - de clássicos literários ou não, para espantar uma certa polêmica que cresceu nas redes sociais recentemente - e o consumo de bens culturais em casa ainda é a receita mais antiga para adquirir conhecimento e formar o senso crítico. Dessa forma, de posse de informações embasadas, o cidadão pode optar com consciência sobre quando e onde voltará a buscar entretenimento.
 
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