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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de janeiro de 2021.

Jornal do Comércio

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021.

Editorial

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editorial

- Publicada em 03h00min, 14/01/2021.

Vacinação em massa é o que o Brasil espera

Colocar ideologias, projetos eleitoreiros, disputas por cargos e desavenças pessoais acima do interesse nacional é o que vem ocorrendo no Brasil. Desde nomeações ministeriais, passando por acordos parlamentares e chegando às campanhas de vacinação, mas cuja promessa de início é ainda para esse mês de janeiro, com prioridade a Manaus (AM), onde há novo pico de coronavírus.
Colocar ideologias, projetos eleitoreiros, disputas por cargos e desavenças pessoais acima do interesse nacional é o que vem ocorrendo no Brasil. Desde nomeações ministeriais, passando por acordos parlamentares e chegando às campanhas de vacinação, mas cuja promessa de início é ainda para esse mês de janeiro, com prioridade a Manaus (AM), onde há novo pico de coronavírus.
O País continua à espera de que os superiores interesses nacionais sejam colocados à frente de tudo e de todos. O que sobressai é a campanha de vacinação, onde a cada dia sabe-se desse ou daquele problema, existente de fato ou não, que posterga o início da aplicação de imunizante validado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A eficácia das vacinas permitirá a aplicação em massa na população, cuja maioria diz que deseja se vacinar, o que é muito bom. Especialistas reafirmam que a melhor vacina é a que está disponível mais rápido e que pode vacinar mais gente, e a melhor saída da pandemia é ter alguma vacina razoavelmente eficaz e segura, diminuindo a contaminação.
Já foram divulgadas as taxas de eficácia das vacinas Pfizer-BioNTech, com 95%, da Moderna, de 94,5%, da Sputnik V, com 91,4%, da Sinopharm-Pequim, de 79,34%, e da Oxford-AstraZeneca, com até 90%. Ora, são percentuais valiosos perante a Organização Mundial da Saúde (OMS), que diz que o mínimo exigido é de 50%. A OMS aplaudiu o esforço para novas vacinas, congratulando-se com os autores, que lançaram produtos bem antes do tempo normalmente exigido, segundo experiências anteriores, em geral de um ano.
A eficácia da Coronavac, contra a Covid-19, uma parceria da farmacêutica chinesa Sinovac com o Instituto Butantan, é de 50,38%. Em outros países, a vacina teve sucesso de 91,25%, bem como de 65,3% de eficácia nos testes clínicos. Ora, é evidente que quanto maior o percentual de sucesso na cura ou na prevenção da infecção por coronavírus melhor será para todos os que se vacinarem.
O que não pode continuar é esse jogo de empurra, com vistas a amealhar, um ou outro, o sucesso da vacinação. A autorização para o uso emergencial de vacinas tem sido aceita em outros países, onde a Covid-19 voltou a matar e deitou por terra muitas teorias de combate ao coronavírus.
É fundamental acabar logo com questiúnculas e aprovar, com os devidos protocolos médicos, os imunizantes.
Será de uma grande irresponsabilidade, tanto em nível federal como estaduais e municipais, caso continue a protelação de uma campanha nacional gratuita.
 
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