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Economia

- Publicada em 25 de Maio de 2022 às 17:36

Referência em ESG, CMPC põe sustentabilidade nos negócios em pauta na Federasul

Diretor-geral da CMPC no Brasil, Maurício Harger, abordou os critérios ESG no Tá na Mesa desta quarta

Diretor-geral da CMPC no Brasil, Maurício Harger, abordou os critérios ESG no Tá na Mesa desta quarta


ROSI BONI/FEDERASUL/DIVULGAÇÃO/JC
Fernanda Soprana
A influência sustentabilidade nos negócios protagonizou a reunião-almoço Tá na Mesa, promovida pela Federasul, desta quarta-feira (25). Quem levou à temática ao Palácio do Comércio, em Porto Alegre, foi o diretor-geral da CMPC no Brasil, Maurício Harger. A multinacional chilena sediada em Guaíba é referência em ESG - sigla em inglês relacionada aos critérios ambientais, sociais e de governança a serem adotados pelas empresas.
A influência sustentabilidade nos negócios protagonizou a reunião-almoço Tá na Mesa, promovida pela Federasul, desta quarta-feira (25). Quem levou à temática ao Palácio do Comércio, em Porto Alegre, foi o diretor-geral da CMPC no Brasil, Maurício Harger. A multinacional chilena sediada em Guaíba é referência em ESG - sigla em inglês relacionada aos critérios ambientais, sociais e de governança a serem adotados pelas empresas.
Ao apresentar o convidado, o presidente da FEDERASUL, Anderson Trautmann Cardoso, lembrou que durante muito tempo existia uma dicotomia entre sustentabilidade e empreendedorismo, entre o cuidado com o meio ambiente e a lucratividade das empresas. E que hoje é possível pensar em preservação ambiental ao mesmo tempo em que se busca o desenvolvimento. “Mais do que conciliar crescimento com sustentabilidade, passamos a considerar a sustentabilidade como um ativo impulsionador do crescimento e da lucratividade”, disse o presidente.
Através do projeto BioCMPC, a fabricante de celulose pretende investir R$ 2,75 bilhões em sustentabilidade e modernização operacional até novembro de 2023. "Este é o maior investimento em ESG na história do Rio Grande do Sul", destacou o executivo durante o almoço. Ele ainda afirma que a CMPC é considerada a segunda empresa florestal mais sustentável do mundo, segundo a Dow Jones Sustainability Indexes.
Harger abordou o tema sob a ótica de que "quem se importa vence" — uma referência ao relatório que deu origem à sigla ESG, denominado "Who cares wins", produzido pelo Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2004. O entendimento do diretor é que a sustentabilidade precisa ser pensada no dia a dia e nas decisões de longo prazo dentro dos negócios, com o objetivo de fazer o melhor para a sociedade.
"Um terço dos ativos do planeta estão envolvidos no tema ESG. (...) Isso soma mais de US$ 30 trilhões", destacou Harger. "Quem investe em ESG tem mais possibilidades de ter menor impacto de reputação e ter perenidade no seu negócio, que está mais alinhado a legislação futura, inclusive. Então, tem muito menos riscos associados quando você está trabalhando de maneira mais alinhada ao ESG".
Segundo o executivo, o grupo chileno assume metas de sustentabilidade a nível global desde 2019. Entre elas, ele cita que a CMPC pretende reduzir o uso de água nos processos industriais em 25% até 2025, quando também deve se tornar uma companhia com zero resíduo em aterros sanitários. Até 2030, o objetivo é diminuir em 50% as emissões de gases causadores do efeito estufa e acrescentar 100 mil hectares de áreas de conservação.

Cinco tendências ESG, segundo Harger

O diretor-geral da CMPC no Brasil pontuou cinco tendências de ESG de destaque no mercado atualmente e nos próximos anos:
  1. O volume investido em ESG vai crescer substancialmente;
  2. A inovação vai criar novos produtos de fontes renováveis;
  3. Economia circular criará novas empresas oriundas dos investimentos em ESG;
  4. Mais postos de trabalho estarão atrelados à economia verde e circular;
  5. Comunicação e métricas ESG deverão ser centrais para o negócio.
Harger ainda trouxe diversos dados internacionais para representar a urgência em aderir à agenda. Por exemplo, ele cita que 90% dos investidores dão importância ao desempenho ESG nas estratégias e tomadas de decisões. Entre eles, 86% acreditam que uma empresa com um forte programa e desempenho relacionados a esses critérios tem impacto significativo nas recomendações. Isso também se reflete nos consumidores, dos quais 83% valorizam as práticas sustentáveis alinhadas aos investimentos de um negócio.
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