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Combustíveis

- Publicada em 09/05/2022 às 11h20min.

Petrobras anuncia reajuste no preço do litro do diesel nas refinarias

O preço médio de venda de diesel para as distribuidoras passará de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro

O preço médio de venda de diesel para as distribuidoras passará de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro


YURI CORTEZ/AFP/JC
Atualizada às 15h35min - A Petrobras informou que elevará o preço do diesel nas refinarias nesta terça-feira (10). O preço médio de venda de diesel para as distribuidoras passará de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro. Segundo a companhia, os preços de gasolina e do GLP permanecerão inalterados.
Atualizada às 15h35min - A Petrobras informou que elevará o preço do diesel nas refinarias nesta terça-feira (10). O preço médio de venda de diesel para as distribuidoras passará de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro. Segundo a companhia, os preços de gasolina e do GLP permanecerão inalterados.
A empresa justificou o aumento ressaltando que o último reajuste ocorreu há dois meses, em 11 de março, quando "refletia apenas parte da elevação observada nos preços de mercado".
"Esta decisão observou tanto o desalinhamento nos preços quanto a elevada volatilidade no mercado", afirmou a empresa, em nota. "Desde aquela data, a Petrobras manteve os seus preços de diesel e gasolina inalterados e reduziu os preços de GLP, observando a dinâmica de mercado de cada produto", completou.
A petroleira aponta que, no momento, há uma redução na oferta de diesel, que pressiona os preços globalmente. "Os estoques globais estão reduzidos e abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões supridoras. Esse desequilíbrio resultou na elevação dos preços de diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta", frisou.
As refinarias da petroleira operavam com utilização de 93% da capacidade instalada no início de maio, "considerando as condições adequadas de segurança e de rentabilidade", ou seja, perto do nível máximo, mas ainda aquém da demanda doméstica.
"Dessa forma, cerca de 30% do consumo brasileiro de diesel é atendido por outros refinadores ou importadores. Isso significa que o equilíbrio de preços com o mercado é condição necessária para o adequado suprimento de toda a demanda, de forma natural, por muitos fornecedores que asseguram o abastecimento adequado", argumentou a Petrobras.
Na nota, a Petrobras informou ainda que "reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, acompanhando as variações para cima e para baixo, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos da volatilidade, ou seja, evita o repasse das variações temporárias que podem ser revertidas no curto prazo".
A empresa citou como exemplo variações apenas circunstanciais nos preços do petróleo e na taxa de câmbio. O comunicado lembra ainda que a política de reajustes "está em conformidade com os parâmetros legais e o ambiente de livre competição que vigora no Brasil há mais de vinte anos, de acordo com a Lei 9478/97 Lei do Petróleo".
"Considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 4,06, em média, para R$ 4,42 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,36 por litro. Com esse movimento, a Petrobras segue outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda acompanhando os preços de mercado", informou.

Para Fecombustíveis, reajuste do diesel foi 'absolutamente necessário'

O novo aumento no preço do diesel nas refinarias, anunciado nesta segunda-feira (9), pela Petrobras, foi "absolutamente necessário" para evitar um desabastecimento do combustível no mercado brasileiro, afirmou o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda.
"Nós já estamos passando por um processo de racionamento seletivo. O Brasil tem 41 mil postos, mais ou menos 20 mil postos com a bandeira branca (marca própria), e os bandeiras brancas são atendidos por companhias distribuidoras menores, distribuidoras regionais, pequenas. Essas distribuidoras já não estão conseguindo importar o produto, o óleo diesel", relatou Miranda. "Tem muito posto bandeira branca que não está conseguindo comprar óleo diesel", completou.
Miranda defende que os preços dos combustíveis praticados no mercado doméstico precisam acompanhar os do mercado internacional para afastar o risco de desabastecimento.
"O que é melhor, você pagar mais caro ou você não ter o produto para consumir?", questionou o presidente da Fecombustíveis.
O novo reajuste deve chegar integralmente às bombas dos postos de combustíveis, prevê Miranda.
"Sem dúvida, porque já tem um bom tempo que não subia. Com esse aumento, em 2022 a gente vai estar somando uns quase 40% de aumento no preço do diesel (nas refinarias), mas, infelizmente, não tem outra alternativa", lamentou. "Acredito que ainda não vai cobrir totalmente a defasagem (em relação ao preço internacional)", acrescentou.
No caso da gasolina, a Fecombustíveis não ouviu relatos de problemas ou eventuais riscos de abastecimento nos postos de combustíveis pelo País, uma vez que a produção doméstica tem melhores condições de atender à demanda interna. Miranda disse que a gasolina vinha aumentando continuamente ao consumidor devido ao encarecimento do anidro, que entra na mistura do combustível nas bombas. Ele diz que ainda assim há defasagem em relação ao preço internacional e eventuais novos reajustes da gasolina nas refinarias dependem de questões políticas.
"Aí é uma decisão puramente política, porque existe defasagem no preço da gasolina sim, mas o presidente Jair Bolsonaro está dando todo dia briga com a Petrobras, então não sei como vai ficar. A decisão é política", opinou Miranda, sobre a possibilidade de novos reajustes da gasolina nas refinarias da Petrobras.
A Petrobras informou que suas refinarias operavam com utilização de 93% da capacidade instalada no início de maio, ou seja, perto do nível máximo, mas ainda aquém da demanda doméstica, fazendo com que cerca de 30% do consumo brasileiro de diesel fosse atendido por outros refinadores ou importadores.
Agência Estado
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