Porto Alegre, sábado, 07 de maio de 2022.
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TURISMO

- Publicada em 06/05/2022 às 18h25min.

Setor de turismo corporativo comemora retomada e resultados em faturamento e movimentação

Porto Alegre sediou o South Summt nesta semana, primeiro evento internacional desde a pandemia

Porto Alegre sediou o South Summt nesta semana, primeiro evento internacional desde a pandemia


Gustavo Mansur/ Palácio Piratini/divulgação/jc
Fernanda Crancio
A retomada do mercado de eventos e viagens corporativas nunca esteve em tão boa fase no País e no Rio Grande do Sul. Na esteira do avanço da vacinação contra a Covid-19 e volta das atividades a pleno, o segmento tem conseguido driblar as dificuldades dos últimos dois anos e, apesar dos altos custos operacionais impulsionados pela inflação, aumento dos combustíveis e conflito na Ucrânia, voltado a faturar e a ver movimentação em aeroportos, hotéis e salões de eventos.
A retomada do mercado de eventos e viagens corporativas nunca esteve em tão boa fase no País e no Rio Grande do Sul. Na esteira do avanço da vacinação contra a Covid-19 e volta das atividades a pleno, o segmento tem conseguido driblar as dificuldades dos últimos dois anos e, apesar dos altos custos operacionais impulsionados pela inflação, aumento dos combustíveis e conflito na Ucrânia, voltado a faturar e a ver movimentação em aeroportos, hotéis e salões de eventos.
De acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), o fortalecimento do setor como um todo já refletiu nos números do primeiro trimestre do ano, período em que o faturamento da área já chegou a R$ R$ 1,856 bilhão. Somente em março, por exemplo, dados da entidade apontam que o segmento praticamente retomou a receita registrada no mesmo mês de 2019, antes da pandemia, atingindo R$ 869 milhões, apenas 2% abaixo daquele período.
Esse resultado, no entanto, não refletiu no aumento do número de viajantes, que caiu 40% em março na comparação com o mesmo mês de 2019, reflexo dos altos custos operacionais. Com isso, as viagens aéreas mais curtas têm perdido espaço, pelo alto investimento necessário. Dessa forma, as empresas têm optado por enviar grupos de colaboradores a uma determinada feira, congresso ou rodada de negócios em locais mais distantes, em detrimento das reuniões corporativas rápidas, mas que exigiam pernoite no local, cada vez mais substituídas pelos encontros online, que tornaram-se habituais desde a pandemia. "As viagens mais longas estão retomando o seu ritmo, além de outros setores como infraestrutura, agro e logística, que têm demandado muita movimentação”, destaca Gervásio Tanabe, presidente executivo da Abracorp.
Levantamento da entidade junto a 11 setores do mercado, no mês de março, aponta que todos cresceram em relação aos anos anteriores. Desses, os serviços aéreos faturaram R$ 576 milhões, frente a R$ 300 milhões em fevereiro e a R$ 577 milhões em março 2019. Já o segmento hoteleiro garantiu R$ 225 milhões no terceiro mês do ano, ficando acima dos R$ 218 milhões de dois anos atrás, pré-pandemia.
Presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens no Rio Grande do Sul (Abav-RS), Lucia Bentz complementa que a mudança no cenário das viagens corporativas segue a máxima de que "tempo é dinheiro", e, nesse sentido, as empresas têm priorizado investir em viagens corporativas com menos frequência, mas de acordo com o potencial agregador que determinado evento ou local terá para os negócios. "Se antes se mandavam 40 colaboradores para um evento, hoje se enviam menos representantes. Além disso, as viagens não são mais programadas a longo prazo, até porque ainda não sabemos como a situação da pandemia estará daqui a três meses, por exemplo" explica.
No entanto, ela enfatiza que a retomada do segmento anda "a todo o vapor". "Além de todos os eventos que não ocorreram nos últimos dois anos e foram remarcados, tem ainda toda a demanda deste ano. Então, é um saldo positivo e ainda atualizado que estamos tendo. O movimento nos eventos tem sido muito bacana, as pessoas estão querendo voltar a vivenciar as coisas, e, dessa forma, os investimentos não param", comenta a executiva direto do South Summit, evento global de tecnologia realizado ao longo da última semana em Porto Alegre, o primeiro internacional desde a pandemia.
Somente no nicho de congressos e feiras, o Portal Feiras do Brasil aponta mais de 2,5 mil eventos previstos para ocorrer no País até o final deste ano, com mais de 90% deles em formato presencial. O mês de março, até então, concentrou o maior número deles, 351 no total, contra 114 de janeiro e 200 de fevereiro - 698 eventos do segmento somente no primeiro trimestre deste ano.

Viagens Corporativas no Brasil

  • Faturamento acumulado do 1º trimestre de 2022
     
    2019- R$ 2.545.679.368
    2020- R$ 2.068.886.409
    2021- R$ 657.890.075
    2022- R$ 1.856.596.166
     
    Fonte: Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp)

RS e Porto Alegre resgatam vocação para o turismo de negócios

competição de startups da indústria no South Summit em Porto Alegre
Capital se reconecta ao turismo de negócios e terá mais de 20 eventos até o final de 2022
Giulian Serafim/PMPA/JC
De acordo com a lista de eventos corporativos credenciados junto à Abav RS e Secretaria Estadual do Turismo (Setur), há 31 programados entre abril e dezembro no País. Desses, 20 têm o Rio Grande do Sul como sede, o que comprova os bons ventos do setor.
"Porto Alegre e o Rio Grande do Sul estão sendo muito valorizados, a gente consegue viajar o mundo dentro do Estado graças às etnias de nossa colonização. E a Capital tem reforçado muito sua estrutura para receber, como as melhorias na Orla do Guaíba, por exemplo. Temos trabalhado muito para que Porto Alegre se torne cidade dormitório, e não apenas uma cidade de passagem para quem vai à Serra, como estamos mostrando agora na South Summit", enfatiza Lúcia Bentz, presidete da Abav-RS.
Na Capital, o Porto Alegre e Região Metropolitana Convention & Visitors Bureau (POACVB) contabiliza ainda um calendário de 24 eventos a serem realizados na cidade entre março e novembro deste ano, captados ou apoiados pela entidade, prova de que a retomada ocorre a pleno. Segundo a presidente do Convention, Adriane Hilbig, ainda há potencial para avançar mais, especialmente após a realização da South Summit Brasil.
"Esse momento é um marco muito importante para nós, a retomada dos eventos corporativos. Aquecendo esse setor muda também o olhar sobre a nossa cidade como destino turístico, de negócios e boa para se viver e visitar. A população de Porto Alegre não estava acreditando no quanto esse evento (South Summit) poderia render para a cidade. Acho que é uma virada de chave e que passa por todo esse processo de retomada, e não pura e simples dos eventos, mas de uma Porto Alegre reconectada com os eventos de negócios, que é o DNA da nossa cidade", avalia.
Ela reforça ainda que o South Summit divulgou a capital gaúcha para o mundo, e lembra que o evento terá outras edições na cidade em 2023 e 2024, o que reforça a necessidade de o setor seguir trabalhando, investindo e melhorando para captar novas oportunidades. "Depende de nós que novos eventos venham para cá e conseguir mantê-los. Poderíamos ter um evento desse porte por mês, imagina como Porto Alegre ganharia com isso, precisamos nos organizar!", completa.
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