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Economia

- Publicada em 26 de Janeiro de 2022 às 19:57

Bolsa sustenta ganhos apoiada em Petrobras e Vale; Wall Street perde fôlego após Fed

A temida antecipação do aperto monetário não ocorreu, mesmo assim, os principais índices negociados em Nova York não sustentaram a recuperação ensaiada ao longo do dia

A temida antecipação do aperto monetário não ocorreu, mesmo assim, os principais índices negociados em Nova York não sustentaram a recuperação ensaiada ao longo do dia


/DIVULGAÇÃO/JC
A Bolsa de Valores brasileira manteve a trajetória de alta nesta quarta-feira (26), embora não tenha repetido o desempenho da véspera. Investidores estrangeiros continuam impulsionando os setores mais sólidos do mercado doméstico, como os de commodities e bancário, considerados baratos em relação ao seu potencial de crescimento.
A Bolsa de Valores brasileira manteve a trajetória de alta nesta quarta-feira (26), embora não tenha repetido o desempenho da véspera. Investidores estrangeiros continuam impulsionando os setores mais sólidos do mercado doméstico, como os de commodities e bancário, considerados baratos em relação ao seu potencial de crescimento.
No exterior, o mercado digere a sinalização do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) de que os juros dos Estados Unidos deverão subir em março. A temida antecipação do aperto monetário não ocorreu, mesmo assim, os principais índices negociados em Nova York não sustentaram a recuperação ensaiada ao longo do dia.
O Ibovespa fechou em alta de 0,98%, a 111.289 pontos. O encerramento do pregão também demonstrou perda de fôlego do mercado doméstico após o pronunciamento do Fed no final da tarde. Mais cedo, o índice de referência para as ações do país havia subido 2,2%, tocando a máxima do dia, 112.694 pontos.
Na terça (25), o indicador já tinha saltado 2,10%, o maior crescimento percentual diário desde a alta de 3,66% anotada em 2 de dezembro, quando a aprovação da PEC dos Precatórios no Senado aliviou preocupações sobre a capacidade do governo em cumprir o Orçamento de 2022.
Com o resultado desta quarta, o Ibovespa acumula alta de 6,17% em 2022.
Investidores estrangeiros já aportaram cerca de R$ 20 bilhões no mercado brasileiro, segundo analistas. Eles buscam ações baratas e com potencial de valorização, como papéis de alguns dos maiores exportadores de materiais básicos do país. O movimento está fazendo o Brasil descolar das baixas no mercado acionário dos Estados Unidos.
Apesar da entrada de capital do exterior, o dólar fechou em ligeira alta de 0,14%, cotado a R$ 5,4420, indicando uma correção em relação à queda de 1,30% da véspera.
O barril do petróleo Brent subia 1,65% no encerramento da tarde, a US$ 89,65. A valorização da commodity, cujo preço é maior desde 2014, beneficia as ações da Petrobras. Os papéis da estatal saltaram 2,67% um dia depois de terem disparado 3,26%.
Altas nos contratos de minério de ferro exportado para China ajudaram a Vale a manter uma alta de 0,29%. Bradesco e Itaú subiram 0,09% e 1,08%, respectivamente. Esses quatro ativos tiveram a maior influência no resultado diário do índice.
Em Wall Street, os índices Dow Jones e S&P 500 caíram 0,38% e 0,15%, respectivamente. A Nasdaq fechou praticamente estável, com ligeira alta de 0,02%.
O resultado fechamento da sessão reverteu a recuperação iniciada antes do comunicado do Fed sobre os juros, que até chegou a ganhar força após o boletim. No final do pregão, porém, os ganhos foram devolvidos.
Após um 2021 de lucros elevados, as ações americanas passaram por forte correção nos últimos dias. A Nasdaq, bolsa que concentra empresas de tecnologia ainda em formação de caixa, já desabou 13,44% em 2022.
O desempenho do setor de tecnologia vem puxando para o fundo o S&P 500, referência do mercado americano. A queda anual do índice é de 8,73%.
Composto por algumas dezenas de grandes empresas de valor, o índice Dow Jones é o menos sensível à alta dos juros. O indicador caiu 5,97% neste ano.
O mercado oscila enquanto investidores procuram pistas sobre os próximos passos do ajuste monetário que está em curso nos Estados Unidos em meio à maior inflação no país em quatro décadas.
O ponto central em debate é o ritmo de elevação das taxas dos juros básicos da economia do país, que desde o início da pandemia estão perto de zero. A política monetária frouxa foi adotada no momento em que a paralisação de atividades para enfrentar a transmissão da Covid impunha a necessidade de estimular crédito e geração de empregos.
Agora, os juros precisam subir porque dificultar o crédito é uma das formas de tirar dinheiro do mercado e, assim, esfriar a inflação.
Também seguem no radar do mercado as ações da Rússia, que posiciona tropas em regiões fronteiriças da Ucrânia. Uma invasão poderia desencadear um conflito diplomático e, até mesmo, militar envolvendo Estados Unidos e outras potências econômicas.
A Rússia é um dos maiores produtores de petróleo, cujo preço ronda o patamar mais alto em mais de sete anos. Os rumos do embate podem resultar em escassez, o que pode significar valorização da commodity e alta nos combustíveis. Seria mais um impulso à inflação global.
Folhapress
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