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mercado de capitais

- Publicada em 06/01/2022 às 17h29min.

Fundos de investimento têm captação recorde em 2021

Alta das taxas de juros impulsionou captação pelas gestoras

Alta das taxas de juros impulsionou captação pelas gestoras


JOEL SANTANA/FOTOS VIA PIXABAY/DIVULGAÇÃO/JC
 O aumento da taxa básica de juros, a Selic, e o retorno que veio na esteira do interesse dos investidores pelas oportunidades na renda fixa fez a indústria brasileira de fundos de investimento registrar um recorde histórico de captação em 2021.
 O aumento da taxa básica de juros, a Selic, e o retorno que veio na esteira do interesse dos investidores pelas oportunidades na renda fixa fez a indústria brasileira de fundos de investimento registrar um recorde histórico de captação em 2021.
De janeiro a dezembro, foi captado um volume próximo a R$ 369 bilhões pelas gestoras de recursos por meio dos fundos de investimento, o que corresponde ao maior valor da série histórica iniciada em 2002, e um crescimento da ordem de 106,4%, na comparação com o resultado de 2020, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
A renda fixa foi, com folga, a maior responsável pelos números dos últimos 12 meses, tendo registrado sozinha captação de R$ 215,2 bilhões, cerca de 58,1% do total.
Segundo Pedro Rudge, diretor da Anbima, em função da alta da taxa básica de juros, a Selic, em especial ao longo do segundo semestre de 2021, o processo de diversificação das carteiras perdeu força nos últimos 12 meses.
Em 2020, quando a Selic chegou à mínima histórica de 2% ao ano, a classe de títulos públicos e privados havia sofrido resgates de R$ 38 bilhões.
"Nos momentos em que vemos mudanças no potencial de retorno [da renda fixa] e avanço no risco, é bastante racional e entendível que as pessoas realoquem um pouco os seus patrimônios. Eventualmente, o investidor mais alocado em ações começa a ter um pouco mais de desconforto com a volatilidade que temos visto no mercado. É normal esse freio de arrumação quando algum indicador tem um comportamento muito forte, como a gente viu o aumento da taxa de juros, no segundo semestre principalmente", afirmou Rudge, durante coletiva online.
Com o resultado, o patrimônio líquido da indústria de fundos chegou ao final do ano passado em R$ 6,9 trilhões, evolução anual de 12,7%, com a renda fixa representando 37,1% do total.
Já os fundos de ações, por sua vez, que em 2020 tiveram entradas líquidas de R$ 73 bilhões, viram o interesse dos investidores minguar mais recentemente. No ano passado, quando o Ibovespa encerrou com queda de 11,9%, os fundos da categoria captaram apenas R$ 200 milhões.
Destaque ainda para os fundos multimercados, em que cabe ao gestor navegar em busca das melhores estratégias ao sabor das mudanças de vento do mercado. A classe teve captação de R$ 59,6 bilhões em 2021, ainda que bem abaixo dos R$ 104,5 bilhões do ano anterior.
Em termos de rentabilidade, o destaque fica novamente por conta dos fundos de renda fixa --a estratégia que aloca a carteira em papéis de longo prazo e classificação de risco grau de investimento teve rentabilidade positiva de 11,8% em 2021.
Por outro lado, os portfólios em que os gestores têm mandato livre para escolher as ações que julgam com as melhores perspectivas tiveram retorno negativo médio de 10,7% no período.
Na quebra por segmento de investidor, o varejo apresentou captação líquida de R$ 121,1 bilhões, enquanto os institucionais e o poder público aportaram volume de R$ 66,9 bilhões cada.
Agência Folhapress
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