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Economia

- Publicada em 29 de Novembro de 2021 às 12:03

Recuperação externa permite alta do Ibovespa, mas há cautela com nova variante

Às 10h38, o Ibovespa subia 1,20% aos 103.449,24 pontos

Às 10h38, o Ibovespa subia 1,20% aos 103.449,24 pontos


QuoteInspector.com/Divulgação/JC
Agência Estado
A semana começa com investidores tentando recuperar parte das fortes perdas de sexta-feira, após o anúncio, na quinta-feira, de uma nova variante de coronavírus identificada pela primeira vez no continente africano. A alta das commodities, das bolsas europeias e dos índices futuros de ações dos Estados Unidos leva o Ibovespa para a mesma direção, depois de fechar a sexta-feira com queda de 3,39%, aos 102.224,26 pontos. Em Nova York, as bolsas perderam mais de 2% naquele dia, enquanto o petróleo despencou até 13%. Nesta segunda-feira (29), avança entre 4% e 5%, enquanto o minério de ferrou subiu 6,83% no porto chinês de Qingdao.
A semana começa com investidores tentando recuperar parte das fortes perdas de sexta-feira, após o anúncio, na quinta-feira, de uma nova variante de coronavírus identificada pela primeira vez no continente africano. A alta das commodities, das bolsas europeias e dos índices futuros de ações dos Estados Unidos leva o Ibovespa para a mesma direção, depois de fechar a sexta-feira com queda de 3,39%, aos 102.224,26 pontos. Em Nova York, as bolsas perderam mais de 2% naquele dia, enquanto o petróleo despencou até 13%. Nesta segunda-feira (29), avança entre 4% e 5%, enquanto o minério de ferrou subiu 6,83% no porto chinês de Qingdao.
A ideia de que os ativos estão baratos chama alguns investidores para as compras até que esperem novas informações, afirma o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, em análise matinal a clientes. "O Brasil tende a seguir o cenário externo e recuperar depois do exagero de sexta-feira. Até porque politicamente não tem nada que desabone recuperação", diz.
Além de uma agenda de indicadores e eventos com força para mexer com os mercados nos próximos dias, internamente há ainda a espera pela votação da PEC dos Precatórios amanhã tanto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) como no plenário. Neste momento de novas preocupações sanitárias, há o temor de que medidas sejam adotadas para conter este quadro, elevando ainda mais temores com o fiscal.
A sensação, avalia Gustavo Cruz, estrategista RB Investimentos, é que o mercado quer ver a aprovada o quanto antes, para tirar o tema do radar. "Não se consegue discutir outro tema. Faz mais ou menos seis meses que debate-se isso. Teve mais barulho do que avanço, a agenda não avançou", avalia.
De todo modo, Cruz considera que o cenário para a Bolsa brasileira não parece tão desfavorável neste momento, a despeito do alerta acendido após a descoberta da Ômicron, variante que já se espalha por outras partes do globo, colocando o mundo em novo alerta, no momento em que os países tentam se recuperar ainda da pandemia de covid-19.
Na visão do estrategista da RB Investimentos, o País superou a pior parte da pandemia de covid-19 e há alguns pontos que específicos que chamam a atenção, que é o fato de o minério de ferro ter parado de cair na China. Isso é bem-vindo dado que a maioria das ações que compõem a carteira do índice Bovespa é de empresas ligadas a commodities, especialmente metálicas.
"Vemos uma recuperação após a liquidação global na sexta-feira, por causa do receio sobre a nova cepa supostamente mais transmissível", afirma Lucas Carvalho, analista de investimentos da Toro, em nota. Ele pondera, contudo, que o movimento, é gradual, com investidores esperando novas informações sobre o tema.
Além da alta de papéis relacionados a matérias-primas em geral, os de empresas aéreas e de turismo também avançam, porém, de forma moderada, no caso de Azul (0,47%) e Gol (0,60%). Já CVC ON tinha alta de 1,67%.
"Se tiver um respiro lá fora, o Brasil consegue acompanhar e ter um alívio. Claro que da parte dos indicadores as coisas não estão boas", diz, chamando a atenção para o recuo na confiança do comércio e de serviços em novembro, conforme a FGV. "Por mais que o IGP-M tenha desacelerado, fechará o ano com o acumulado alto, indicando mais pressão para 2022. Contudo, parou de subir", pondera.
Apesar da expectativa de recuperação do Ibovespa, o ambiente mundial ainda é de cautela e se soma ao aguardo de uma agenda com indicadores e eventos com força para mexer com os mercados nos próximos dias. Ao mesmo tempo, o preparo das autoridades mundiais e o avanço de vacinas contra podem atenuar um pouco eventuais novas pressões negativas nos mercados.
Conforme especialistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, a grande quantidade de mutações da Ômicron é fato inusitado que precisa ser investigado no Brasil. Segundo Angelique Coetzee, a médica sul-africana que primeiro identificou a nova variante do coronavírus, os pacientes infectados até o momento mostram "sintomas extremamente leves". Porém, pondera que mais tempo ainda é necessário para avaliar o efeito em pessoas vulneráveis. A especialista diz que o primeiro caso foi identificado por volta de 18 de novembro.
Em meio a este quadro cauteloso, Cruz, da RB, ressalta que um risco considerável para os mercados seria se eventualmente as vacinas produzidas até o momento serem ineficazes para conter a nova cepa. "Os mercados poderiam despencar", estima.
Às 10h38, o Ibovespa subia 1,20% aos 103.449,24 pontos, ante máxima diária aos 103.905, 20 pontos.
Apesar da valorização dos últimos dias do minério de ferro, o Itaú BBA revisou sua projeção para a commodity, de US$ 120 a tonelada, para US$ 90,00 em 2022. De todo modo, as ações do segmento são destaque de alta no Ibovespa, principalmente Usiminas PNA, que lidera a corrente das oito maiores elevações, com ganho de quase 6,5% perto de 10h40, após o próprio Itaú BBA elevar recomendação para as ações da empresa. Já Petrobras e Vale subiam quase 2,5%.
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