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- Publicada em 11/11/2021 às 22h13min.

Lucro líquido das Lojas Renner soma R$ 172 milhões no terceiro trimestre do ano

O número reverte o prejuízo de R$ 82,9 milhões do mesmo período de 2020

O número reverte o prejuízo de R$ 82,9 milhões do mesmo período de 2020


LUIZA PRADO/JC
A Lojas Renner reportou um lucro líquido de R$ 172 milhões no terceiro trimestre de 2021. O número reverte o prejuízo de R$ 82,9 milhões do mesmo período de 2020. O lucro antes de juros impostos depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 435,1 milhões, alta de 507% na comparação com o resultado de 12 meses atrás. Para esse indicador no critério ajustado, o resultado foi de R$ 277,8 milhões, que reverte número negativo em R$ 38,2 milhões de um ano antes.
A Lojas Renner reportou um lucro líquido de R$ 172 milhões no terceiro trimestre de 2021. O número reverte o prejuízo de R$ 82,9 milhões do mesmo período de 2020. O lucro antes de juros impostos depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 435,1 milhões, alta de 507% na comparação com o resultado de 12 meses atrás. Para esse indicador no critério ajustado, o resultado foi de R$ 277,8 milhões, que reverte número negativo em R$ 38,2 milhões de um ano antes.
Em termos de margem, a empresa apresentou recuperação em relação ao ano anterior, mas ainda não atingiu o patamar de 2019. A margem bruta (que mede a rentabilidade do negócio) das operações de varejo foi de 53,3%, alta de 5,6 pontos porcentuais (p.p.) em relação ao terceiro trimestre de 2020 e 1 p.p. abaixo do registrado dois anos antes. Já a margem Ebitda - que mede a eficiência operacional do negócio, foi de 11,7%, 14 p.p. acima do mesmo período de 2020 e 6,6 p.p. abaixo de o registrado no terceiro trimestre de 2019.
O CEO da companhia, Fabio Faccio, disse que é preciso considerar que o ano de 2019 atingiu níveis recordes de margens. "Vivemos uma retomada importante de receitas e a lucratividade também cresceu. Ainda temos margens menores do que no pré-pandemia, mas com retomada de fluxo, de vendas, ganho de mercado, coleções mais assertivas pelo uso de dados, há melhora de resultados. No entanto, temos outros efeitos que mitigamos com essas ações, mas não totalmente", afirma.
Os outros efeitos que a Renner vê pressionar suas margens são a inflação - no Brasil e no mundo, câmbio depreciado, alta de preços de matéria prima e em combustíveis. Faccio explica que os investimentos da empresa em tecnologia, é possível diminuir a pressão desses fatores, mas, ainda assim, não foi possível voltar aos patamares recordes de dois anos atrás.
Além do cenário macro, pesa sobre a última linha de rentabilidade da companhia os investimentos que a companhia tem feito. Nos últimos nove meses, a companhia teve um Capex (indicador que mostra o montante de dinheiro despendido na aquisição de bens de capital) de R$ 704,7 milhões. Além disso, segundo o CEO da Lojas Renner, a linha de despesas teve de 5% a 7% de investimentos para o futuro.
Para o futuro, Faccio se diz otimista, mesmo com um cenário macroeconômico desafiador. "Estamos em cenário difícil desde março de 2020 e os períodos de fechamento do comércio foram os mais desafiadores para nós. Esperamos que no próximo ano a situação de saúde esteja controlada. O aumento de taxa de juros, inflação, e as eleições são pressões negativas, mas quando comparamos com o que já passou, ainda tem expectativa positiva para o segmento", diz
A companhia sinaliza ainda que, no período, houve efeitos do ataque cibernético sofrido em agosto, que levou à instabilidade de sistemas, assim como à indisponibilidade das operações digitais por alguns dias. "Nesse sentido, nossos times e parceiros atuaram de forma bastante diligente e o incidente nos mostrou o quanto é importante termos nossos times sempre preparados e planos de proteção e recuperação de negócios atualizados", diz a empresa.
Agência Estado
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