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Combustíveis

- Publicada em 26/10/2021 às 03h00min.

Com o novo reajuste, gasolina acumula alta de 38% para o consumidor neste ano

Ajustes refletem parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo

Ajustes refletem parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo


Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas/JC
A Petrobras anunciou, na segunda-feira (25), um novo ajuste para a gasolina, 17 dias após o último aumento, e do diesel, que havia sido reajustado em 28 de setembro. A gasolina vai aumentar R$ 0,21 por litro e o diesel, R$ 0,28 por litro. O aumento entrou em vigor a partir desta terça-feira nas refinarias.
A Petrobras anunciou, na segunda-feira (25), um novo ajuste para a gasolina, 17 dias após o último aumento, e do diesel, que havia sido reajustado em 28 de setembro. A gasolina vai aumentar R$ 0,21 por litro e o diesel, R$ 0,28 por litro. O aumento entrou em vigor a partir desta terça-feira nas refinarias.
No ano, nas refinarias, a gasolina já subiu 72%. Para o consumidor final, na bomba, o aumento é de 38% só neste ano. Cada litro custava, em média, R$ 4,746 no Rio Grande do Sul em janeiro deste ano. Em outubro, conforme o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o valor médio por litro está em R$ 6,548.
O diesel, por sua vez, registra elevação acumulada de 65,3% nas refinarias apenas em 2021 - na bomba, a alta é de 34%. O custo médio do litro, no RS, passou de R$ 3,611 em janeiro para R$ 4,828 em outubro.
No mesmo período, a inflação oficial acumulada pelo IPCA é de 6,90%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a Petrobras, os ajustes refletem parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio. O preço médio de venda da gasolina A da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,21 por litro.
"A Petrobras reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais", informou a estatal em nota.
Apesar dos aumentos, os preços continuam defasados em relação aos praticados no mercado internacional, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo.
Ele informou que a gasolina está com o preço no mercado interno 7% abaixo do exterior, e do diesel, 9%. Para equiparar os preços, a Petrobras teria que elevar o preço em R$ 0,37/litro para a gasolina e em R$ 0,47/ para o diesel.
Nos postos de abastecimento, esses valores são acrescidos dos impostos e das margens de lucro da Petrobras, distribuidores e revendedores. Ainda pesam no preço as misturas de etanol, no caso da gasolina (27%), e do biodiesel no diesel (10%).
Em comunicado, a Petrobras disse na semana passada que as distribuidoras encomendaram mais combustíveis para novembro do que de costume, e que não teve tempo de se preparar para esse incremento, o que deveria ser feito pelos importadores. Segundo a Petrobras, comparado com novembro de 2019, a demanda por diesel aumentou 20% e a de gasolina, 10%.
Segundo Araújo, os importadores podem se programar para atender essa demanda extra, mas para isso precisa que a Petrobras informe a real situação do mercado. Para novembro, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já garantiu o abastecimento.
A escalada dos preços dos combustíveis é um dos principais fatores de pressão sobre a inflação brasileira, que, em setembro, acelerou para 1,16%, a maior alta para o mês desde o início do Plano Real, quebrando a barreira simbólica dos dois dígitos no acumulado de 12 meses.
Reajustado pela última vez no início do mês, o preço do gás de cozinha também vem preocupando o consumidor: desde o início do ano, o botijão de 13 quilos ficou 36% mais caro, superando a barreira dos R$ 100 pela primeira vez há duas semanas.
O cenário de alta levou transportadoras de combustíveis de Minas Gerais e do Rio de Janeiro a paralisar as atividades na semana passada. O movimento durou apenas um dia, mas foi suficiente para deixar postos nos dois estados sem estoques.
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