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Turismo

- Publicada em 16/10/2021 às 13h54min.

Alta de custos pode retardar recuperação de empresas aéreas na bolsa

Companhias da aviação foram fortemente impactadas pelos reflexos da pandemia

Companhias da aviação foram fortemente impactadas pelos reflexos da pandemia


JONATHAN HECKLER/JC
As festas de fim de ano e o aumento dos índices de vacinação contra a Covid-19 na população, associados à demanda reprimida, apontam para um cenário mais otimista para as empresas ligadas ao setor de turismo nos próximos meses. Após serem duramente golpeadas pela pandemia, em razão das restrições de mobilidade, as companhias estão vendo os clientes voltarem, e as aéreas, por exemplo, já registram vendas próximas ao período anterior à crise sanitária. Porém, elevações de custos podem atrapalhar essa retomada.
As festas de fim de ano e o aumento dos índices de vacinação contra a Covid-19 na população, associados à demanda reprimida, apontam para um cenário mais otimista para as empresas ligadas ao setor de turismo nos próximos meses. Após serem duramente golpeadas pela pandemia, em razão das restrições de mobilidade, as companhias estão vendo os clientes voltarem, e as aéreas, por exemplo, já registram vendas próximas ao período anterior à crise sanitária. Porém, elevações de custos podem atrapalhar essa retomada.
Na opinião de analistas, alguns fatores irão limitar essa recuperação. O principal é o aumento dos preços do querosene de aviação, que tem um peso relevante nos custos das empresas, reduzindo as margens.
O analista Vitor Suzaki, do Banco Daycoval, ressalta que o baixo poder de compra do consumidor, causado pelas altas taxas de desemprego, e o endividamento das famílias não dão espaço para que aumentos de preços das passagens sejam absorvidos, inibindo a retomada.
Adicionalmente, há a valorização do dólar em relação ao real, que desestimula viagens para o exterior. Para o especialista de mercado da Guide Investimentos, Rodrigo Crespi, nesse contexto, as empresas de turismo, mais especificamente as agências de viagem, têm expectativas mais positivas, especialmente para o fim do ano, pela menor dependência do câmbio e porque podem recorrer a destinos nacionais que, muitas vezes, dispensam a necessidade de avião.
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