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Conjuntura

- Publicada em 12/10/2021 às 14h09min.

Desigualdade aumenta no mundo e dívida de países pobres avança

Renda média das nações ricas cresce dez vezes mais do que a dos locais mais pobres

Renda média das nações ricas cresce dez vezes mais do que a dos locais mais pobres


MARCELO G. RIBEIRO/arquivo/JC
A desigualdade no mundo vem aumentando em parte por causa das políticas dos bancos centrais de países ricos, afirmou o presidente do Banco Mundial, David Malpass. "A renda mediana por capita para economias avançadas vem crescendo 5% em 2021, mas para países pobres o avanço é apenas de 0,5%", disse ele nesta terça-feira (12) em evento online de perguntas e respostas realizado pela instituição. "É uma diferença de dez vezes, o oposto do que queremos. Para reduzir a desigualdade, é preciso evoluir mais nos países pobres."
A desigualdade no mundo vem aumentando em parte por causa das políticas dos bancos centrais de países ricos, afirmou o presidente do Banco Mundial, David Malpass. "A renda mediana por capita para economias avançadas vem crescendo 5% em 2021, mas para países pobres o avanço é apenas de 0,5%", disse ele nesta terça-feira (12) em evento online de perguntas e respostas realizado pela instituição. "É uma diferença de dez vezes, o oposto do que queremos. Para reduzir a desigualdade, é preciso evoluir mais nos países pobres."
De acordo com o executivo, a concentração de renda e riqueza nos países ricos está relacionada à política de bancos centrais dessas nações, que vêm comprando principalmente ativos considerados mais seguros pelas agências de classificação. "Isso dificulta a ida de recursos para países em desenvolvimento", afirmou. "Os BCs pegam emprestado dos bancos para colocar dinheiro nos mais ricos, o oposto do que gostaríamos", completou.
Malpass lembrou que, em 2020, a dívida de países pobres subiu 12%, alcançando US$ 860 bilhões. "Preferíamos que caísse", afirmou. "É uma reversão que eu acho preocupante para o mundo." O presidente do Banco Mundial também falou sobre vacinas, dizendo que a chegada de doses a países em desenvolvimento não foi tão bem-sucedida quanto ele esperava. "Trabalhamos todos os dias com fabricantes de vacinas, mas também com governos dos países ricos, que controlam a oferta", disse. "É importante eles permitirem entregas para nações em desenvolvimento", completou.
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