Porto Alegre, terça-feira, 12 de outubro de 2021.
Dia da Criança. Feriado - Nossa Senhora Aparecida.
Porto Alegre,
terça-feira, 12 de outubro de 2021.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CONJUNTURA

- Publicada em 12/10/2021 às 12h32min.

Guedes culpa comida e energia por inflação e diz que há alta de preços no mundo todo

O governo espera lançar em novembro o Auxílio Brasil, com benefício de R$ 300 ao mês

O governo espera lançar em novembro o Auxílio Brasil, com benefício de R$ 300 ao mês


Marcelo Camargo/Agência Brasil/JC
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (12) que, atualmente, há inflação em todo o mundo, e afirmou que o aumento de preços de alimentos e energia é responsável por metade dos índices no Brasil.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (12) que, atualmente, há inflação em todo o mundo, e afirmou que o aumento de preços de alimentos e energia é responsável por metade dos índices no Brasil.
"A inflação está em todo o mundo. Metade da inflação é exatamente comida e energia. Por isso, nossa proteção [social] ainda está lá. Vamos manter essa proteção. Vamos aumentar a transferência direta de renda para população pobre para cobrir os preços dos alimentos e da energia", afirmou Guedes em entrevista à CNN Internacional.
O governo espera lançar em novembro o Auxílio Brasil, programa social substituto do Bolsa Família. O plano é elevar o benefício médio para cerca de R$ 300 por mês. O valor médio do Bolsa Família é de aproximadamente R$ 190 mensais.
O IPCA, índice oficial de inflação do país, atingiu 1,16% em setembro e acumula alta de 10,25% em 12 meses. O indicador anualizado é quase o dobro do teto da meta de inflação perseguida pelo BC, Banco Central, de 5,25%.
O FMI (Fundo Monetário Internacional) avalia que a inflação no mundo deve seguir em alta até o fim de 2021, mas arrefecer no ano que vem e retornar a níveis pré-pandemia.
Guedes está em Washington, capital dos Estados Unidos, para participar da reunião anual do FMI.
Na entrevista, o ministro foi questionado sobre a condução do Brasil no combate ao novo coronavírus e a marca de mais de 600 mil mortos pela Covid-19. Ele disse que as declarações de que o país não priorizou preservar vidas são "barulho político".
Segundo Guedes, o foco do país foi salvar vidas e, em segundo lugar, vacinar a população em massa.
"Gastamos mais salvando vidas que vocês [Estados Unidos]. Gastamos mais dinheiro salvando vidas que países desenvolvidos. 10% mais. E usamos o dobro de gastos para preservar vidas que a média dos países emergentes", afirmou ele.
O ministro se referia ao pacote de medidas lançado no início da pandemia para reduzir o impacto do coronavírus na economia, além de ações sociais, como o auxílio emergencial.
Ao público estrangeiro, ele afirmou que o país tem um compromisso com a sustentabilidade e reforçou que o país irá apresentar um programa para o crescimento sustentável na COP26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021).
Questionado sobre a informação de que ele mantém recursos em um paraíso fiscal, Guedes voltou a dizer que a offshore nas Ilhas Virgens Britânicas é legal, foi declarada e informada à comissão de ética da Presidência da República.
Além disso, lembrou que se afastou da gestão da empresa antes de assumir o cargo no governo do presidente Jair Bolsonaro. "Eu não fiz nada de errado", disse o ministro.
Folhapress
Conteúdo Publicitário
Comentários CORRIGIR TEXTO