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Consumo

- Publicada em 27/09/2021 às 12h09min.

Aumento do preço da energia elétrica é alvo de protestos no RS

Em Porto Alegre, o ato aconteceu no Largo Glênio Peres

Em Porto Alegre, o ato aconteceu no Largo Glênio Peres


LUIZA PRADO/JC
Cristine Pires
Atualizada às 13h -  Protestos contra os reajustes dos preços da energia elétrica promovidos pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) marcaram esta segunda-feira (27) em diversas cidades brasileiras. No Rio Grande do Sul, os manifestantes se reuniram às 10h no Largo Glênio Peres. Em Erechim, o ato acontecerá na Esquina Democrática, às 14h. De acordo com o MAB, o objetivo é denunciar os altos preços da luz cobrados no País, que têm afetado especialmente a população de baixa renda.
Atualizada às 13h -  Protestos contra os reajustes dos preços da energia elétrica promovidos pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) marcaram esta segunda-feira (27) em diversas cidades brasileiras. No Rio Grande do Sul, os manifestantes se reuniram às 10h no Largo Glênio Peres. Em Erechim, o ato acontecerá na Esquina Democrática, às 14h. De acordo com o MAB, o objetivo é denunciar os altos preços da luz cobrados no País, que têm afetado especialmente a população de baixa renda.
Os manifestantes pretendem, com essas ações, solicitar a reversão dos aumentos e a devolução dos valores de cobranças consideradas indevidas. Eles reivindicam ainda que o corte da energia fique proibido para famílias que, comprovadamente, não têm condições financeiras de honrar as contas. O MAB quer ainda o cumprimento da da lei que prevê a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) para a população de baixa renda; a isenção da tarifa de energia para todas as famílias cadastradas no CadÚnico até o final da pandemia e um preço justo de energia para toda a população.
Grasiele Berticelli, da coordenação estadual do Movimento Atingidos por Barragens (MAB RS), diz que o ato em Erechim será simbólico, com faixas e cartazes com o mote da campanha “O preço da luz é um roubo”. Foram produzidos panfletos para explicar os motivos que levam o valor da energia a ser tão caro, e também com informações de como acessar a TEES. O objetivo, diz ela, é conversar mais diretamente com a população sobre como elas estão percebendo a questão do aumento da luz.
Na Capital gaúcha, a manifestação contou com a participação de deputados estaduais, federais e de vereadores. Também estiveram presentes representantes de instituições e organizações que apoiam o movimento, como o Cpers, Sindicato dos Petroleiros, Sinergisul (Sindicato dos Eletricitários do RS), CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) e Levante Popular da Juventude. "Também contamos com a presença dos atingidos por barragens da Lomba do Sabão, do bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre", relata Fernando Fernandes, da coordenação estadual do MAB RS, ao destacar que mais de 50 convidados estiveram no local. O final do ato em Porto Alegre foi marcado pela queima simbólica de contas de luz. "Uma forma de dizer que não aceitamos mais essa forma de roubo", afirma Fernandes.
“Queremos saber como as pessoas estão vendo este cenário, se estão conseguindo arcar com os custos absurdos, se precisam escolher entre pagar a conta ou comprar alimentação”, resume. A jornada de lutas do MAB, explica Grasieli, tem início nesta segunda (27) em todo o Brasil, com atos neste segunda-feira (27) em 15 cidades de 10 estados. Nas redes sociais, Fernandes destaca a realização de um twitaço com a hashtag #tacaroculpaedobolsonaro, explicando a carestia que o povo brasileiro enfrentando.
No caso da TSEE, o movimento destaca que há dificuldade de acesso pelas famílias que têm direito ao benefício, mas que não conseguem usufrui-lo em função das burocracias impostas pelas distribuidoras de energia. Usando São Paulo como exemplo, o movimento aponta que mais de 1,7 milhão de famílias do estado cumprem os requisitos do programa – dados do Ministério de Desenvolvimento Social - e, no entanto, ainda não foram contempladas.
Para evidenciar o peso das tarifas de energia no orçamento familiar, o Movimento dos Atingidos por Barragens aponta que, em algumas periferias, a conta paga pela energia elétrica ultrapassou os R$ 1 mil. Em São Paulo, segundo o MAB, as reclamações no Procon (órgão de defesa do consumidor) superaram 40 mil no mês de agosto. “Os aumentos colocam em risco a segurança alimentar da população mais vulnerável, porque o preço da luz acaba reduzindo o orçamento para a aquisição de alimentos.
“No entanto, diante das reclamações dos usuários, a diante das reclamações, a empresa apenas oferece o parcelamento do pagamento, sem explicar as causas do aumento, ou revisar os valores”, alega à entidade, referindo-se à Enel Distribuição São Paulo (concessionária de distribuição de energia elétrica, anteriormente Eletropaulo Metropolitana e AES Eletropaulo).
Na convocação para os atos em suas redes sociais, o MAB em Porto Alegre destaca que o valor pago pelos brasileiros coloca o País no segundo lugar do ranking de energia elétrica mais cara do mundo. “A política energética do governo Bolsonaro tem afetado principalmente a população de baixa renda, com reajustes frequentes promovidos pelas empresas do setor, além da nova bandeira tarifária implementada pelo governo federal, que causou aumento de R$ 14,20 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido”, alegam.
Para o movimento, atribuir os preços da luz à crise hídrica é um discurso que precisa ser denunciado, pois, com os argumentos, o setor elétrico tenta se eximir da responsabilidade pelo esvaziamento dos reservatórios das hidrelétricas brasileiras.
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