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Indústria

- Publicada em 16h27min, 21/09/2021.

Pesquisa da Fiergs mostra recuo na confiança do industrial gaúcho

Incerteza do setor ocorre em um cenário marcado por elevação dos custos, da inflação e dos juros

Incerteza do setor ocorre em um cenário marcado por elevação dos custos, da inflação e dos juros


AGCO/DIVULGAÇÃO/JC
Abalado pelo agravamento da crise hídrica, pela instabilidade política e pela ameaça de nova greve dos caminhoneiros, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), divulgado nessa terça-feira (21) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), recuou 3,7 pontos em setembro na comparação com agosto. Atingiu 61,2 pontos, a primeira queda após cinco altas consecutivas. Apesar de menor, essa confiança, usada para sinalizar tendências do setor, continua compatível com um quadro de expansão nos próximos meses. “A queda é um sinal de alerta, pois pode afetar os planos de investimentos das empresas. Esse aumento na incerteza dos industriais ocorre em um cenário já marcado por elevação dos custos, da inflação e dos juros, além da escassez de insumos e matérias-primas”, afirma o presidente da Fiergs, Gilberto Petry.
Abalado pelo agravamento da crise hídrica, pela instabilidade política e pela ameaça de nova greve dos caminhoneiros, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS), divulgado nessa terça-feira (21) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), recuou 3,7 pontos em setembro na comparação com agosto. Atingiu 61,2 pontos, a primeira queda após cinco altas consecutivas. Apesar de menor, essa confiança, usada para sinalizar tendências do setor, continua compatível com um quadro de expansão nos próximos meses. “A queda é um sinal de alerta, pois pode afetar os planos de investimentos das empresas. Esse aumento na incerteza dos industriais ocorre em um cenário já marcado por elevação dos custos, da inflação e dos juros, além da escassez de insumos e matérias-primas”, afirma o presidente da Fiergs, Gilberto Petry.
O ICEI-RS é composto pela avaliação dos empresários sobre as condições atuais e pelas expectativas em relação à economia brasileira e à própria empresa. Varia de zero a 100 pontos, e ao continuar acima dos 50, mostra a indústria gaúcha otimista em setembro, ainda que de forma menos intensa e disseminada do que agosto. O Índice de Condições Atuais diminuiu de 59,8 pontos, em agosto, para 56,1, mas continua indicando melhora. A percepção dos empresários sobre as condições da economia brasileira foi o componente com a maior queda, de oito pontos, e a pior avaliação, índice de 50,9. O percentual de respostas da pesquisa que percebe melhora nesse item recuou de 46,8%, em agosto, para 32,1%, em setembro, e o percentual que observa piora mais que dobrou: 13,5% para 28%. Já o Índice de Condições das Empresas caiu de 60,2 para 58,7 pontos no período.
Em relação aos próximos seis meses, o otimismo da indústria gaúcha permanece alto, embora tenha diminuído em setembro. O Índice de Expectativas ficou em 63,8 pontos, contra 67,5 de agosto. Mais uma vez, o componente associado à economia brasileira, que caiu de 64,2 para 58,4 pontos, exerceu o maior impacto na redução do otimismo (de 59,9% dos empresários no mês passado para 45,4% agora) e no avanço do pessimismo (pulou de 5,9% para 12,4%). A respeito do futuro da própria empresa, os empresários gaúchos também mostram um sentimento menos otimista: houve queda de 2,5 pontos, passando de 69,1 para 66,6 pontos.
A pesquisa foi realizada entre 1º e 15 de setembro com 218 empresas, sendo 43 pequenas, 72 médias e 103 grandes. 
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