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Mercado Financeiro

- Publicada em 11h39min, 30/08/2021.

Nem mesmo tom positivo externo impede queda do Ibovespa

Às 11h13, o Ibovespa caía 0,95%, aos 119.520,94 pontos, ante mínima aos 119.354,12 pontos

Às 11h13, o Ibovespa caía 0,95%, aos 119.520,94 pontos, ante mínima aos 119.354,12 pontos


/DIVULGAÇÃO/JC
O Ibovespa iniciou a segunda-feira (30) em queda, apesar da alta da maioria das bolsas norte-americanas. A exceção é o Dow Jones, que passou a cair moderadamente há pouco. No Brasil, o agravamento da crise hídrica segue no radar e já levanta a possibilidade de encarecimento da bandeira vermelha nível dois, colocando ainda mais pressão sobre a inflação. Por isso, há grande expectativa pela decisão da Aneel esta semana.
O Ibovespa iniciou a segunda-feira (30) em queda, apesar da alta da maioria das bolsas norte-americanas. A exceção é o Dow Jones, que passou a cair moderadamente há pouco. No Brasil, o agravamento da crise hídrica segue no radar e já levanta a possibilidade de encarecimento da bandeira vermelha nível dois, colocando ainda mais pressão sobre a inflação. Por isso, há grande expectativa pela decisão da Aneel esta semana.
"Tem um pouco de correção, depois da forte alta na sexta-feira 1,65%, aos 120.677,60 pontos. A semana foi marcada pela expectativa do simpósio de Jackson Hole e o presidente do Fed Jerome Powell foi super 'dovish'. É certo que há notícias no Brasil que incomodam", afirma Mauro Orefice, diretor de investimentos da BS2 Asset.
Depois do IPCA-15 de agosto acima do esperado na semana passada, nesta segunda o boletim Focus mostrou aceleração da estimativa mediana para o IPCA deste ano (a 7,27%) e do seguinte (3,95%). Em contrapartida, o IGP-M de agosto arrefeceu a 0,66%, de 0,78% em julho. O resultado ficou abaixo da mediana de mercado apurada pelo Projeções Broadcast, que indicava alta de 0,78% para o índice. O piso da pesquisa era de variação de 0,45% e o teto, de 1,42%. "Ninguém falou muito sobre isso, mas pode ser um alento", diz Orefice.
Além disso, preocupações políticas geram desconforto entre investidores, à medida que entidades se dividem quanto ao manifesto da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) pedindo harmonia entre os Poderes.
Conforme fontes, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BB) teriam oficializado a intenção de deixar a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), caso o manifesto da Fiesp seja publicado. Já centrais sindicais não assinaram o documento pela "falta de firmeza" do texto.
"Temos várias preocupações internas, como a crise hídrica e a inflação, além dos constantes ataques do presidente Jair Bolsonaro ao Judiciário", diz Luiz Roberto Monteiro, da Renascença. A eventual saída dos bancos da Febraban é vista pelo mercado como sinal de ingerência política, acrescenta.
Às 11h13, o Ibovespa caía 0,95%, aos 119.520,94 pontos, ante mínima aos 119.354,12 pontos. Destaque ainda para Eletrobras, que cedia mais de 2%, enquanto a maioria dos bancos cedia em torno de 1%. BB, por sua vez, cedia 0,49%.
A despeito desta fonte de preocupação, o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, acredita que o "drive" desta semana no Brasil serão os manifestos previstos para o dia 7 de Setembro, em meio a falas antidemocráticas do mandatário. O presidente Jair Bolsonaro tem inflado governadores e ministros a participarem de eventos neste dia, o que pode servir de um termômetro considerável em relação à força do presidente junto à população.
Ainda internamente, o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria, cita que os investidores devem voltar suas atenções ainda para o impasse com os precatórios.
Lá fora, o viés de alta vem na esteira do discurso "dovish" de Powell, na sexta-feira. No entanto, a agenda semanal repleta de indicadores com força para influenciar os negócios - aqui e lá fora - embute certa cautela, assim como ruídos domésticos. No Brasil, destaque para o PIB do segundo trimestre e, nos EUA, para o payroll.
O relatório de emprego americano será "o drive" da semana para o mercado, no sentido de reforçar ou não a intenção do Fed de começar a reduzir estímulos monetários, diz Jefferson Laatus. "Até porque no dia 6 de setembro expira o benefício dado a americanos cheques de US$ 1.400 e os membros do Fed também citaram semana passada o pleno emprego. Então, o payroll será o drive", afirma.
Para Campos Neto, sócio da Tendências, é bastante provável que o início da redução das compras de ativos ocorra já em dezembro, diante da opinião favorável de boa parte dos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). "A agenda carregada da semana nos EUA irá fornecer novos elementos para a avaliação do Fed e dos mercados, com destaque para os importantes números do emprego que saem na sexta", reforça.
Enquanto o minério de ferro fechou em queda de 0,56%, a US$ 156,66 a tonelada, no porto chinês de Qingdao, o petróleo testa alta nesta manhã no exterior, à medida que o furacão Ida vai perdendo força.
Agência Estado
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