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Mercado Financeiro

- Publicada em 18h14min, 15/07/2021.

Com foco no Fed, Bolsa fecha em baixa de 0,73%

Na semana, o Ibovespa sobe 1,63%, com ganhos nesta primeira quinzena do mês a 0,53% e, no ano, a 7,10%

Na semana, o Ibovespa sobe 1,63%, com ganhos nesta primeira quinzena do mês a 0,53% e, no ano, a 7,10%


NELSON ALMEIDA/AFP/JC
O mau humor externo, com a inflação nos Estados Unidos de volta à mente dos investidores em meio a novas declarações de autoridades do Federal Reserve, foi a ocasião para o Ibovespa devolver parte da recuperação observada nas três sessões anteriores, que o havia retirado dos 125,4 mil, de 8 de julho, para os 128,4 mil pontos do fechamento de ontem. Nesta quinta-feira (15), o índice da B3 encerrou em baixa de 0,73%, aos 127.467,88 pontos, saindo de máxima aos 128.976,30 para chegar na mínima, à tarde, aos 126.922,36, com abertura aos 128.406,51 pontos. Na semana, o Ibovespa sobe 1,63%, com ganhos nesta primeira quinzena do mês a 0,53% e, no ano, a 7,10%. O giro financeiro desta quinta-feira foi de R$ 28,7 bilhões.
O mau humor externo, com a inflação nos Estados Unidos de volta à mente dos investidores em meio a novas declarações de autoridades do Federal Reserve, foi a ocasião para o Ibovespa devolver parte da recuperação observada nas três sessões anteriores, que o havia retirado dos 125,4 mil, de 8 de julho, para os 128,4 mil pontos do fechamento de ontem. Nesta quinta-feira (15), o índice da B3 encerrou em baixa de 0,73%, aos 127.467,88 pontos, saindo de máxima aos 128.976,30 para chegar na mínima, à tarde, aos 126.922,36, com abertura aos 128.406,51 pontos. Na semana, o Ibovespa sobe 1,63%, com ganhos nesta primeira quinzena do mês a 0,53% e, no ano, a 7,10%. O giro financeiro desta quinta-feira foi de R$ 28,7 bilhões.
As perdas em Nova York chegaram a 0,70% (Nasdaq), com o Dow Jones conseguindo sustentar leve ganho de 0,15% no fechamento da sessão, em que os investidores buscaram assimilar comentários do presidente do Fed, Jerome Powell, no Senado, e do presidente da distrital do BC em Chicago, Charles Evans, em evento. A admissão de que a inflação está "bem acima" da meta, por Powell, e de que tem se acelerado de forma surpreendente, por Evans, recoloca na boca de cena o momento da retirada de estímulos monetários pelo Banco Central americano.
"Powell reiterou a visão de que a inflação é pontual e temporária, mas a reação do mercado decorre do temor de que o Fed fique atrás da curva, o que favoreceu uma realização hoje, com o avanço do VIX (índice de volatilidade em Nova York) refletindo a aversão a risco e a busca por proteção", diz Antonio Pedrolin, líder da mesa de renda variável da Blue3. Ele chama atenção também para um fator setorial, que contribuiu para a replicação do movimento na B3, atingindo dois segmentos importantes, o de bancos e o de petroquímica: a sanção de lei que eleva a CSLL para instituições financeiras e corta subsídios ao setor petroquímico.
Nas apresentações de hoje, tanto Powell como Evans mantiveram a percepção de que o aumento de ritmo na inflação é transitório, e de que a variação vista nos preços tende a perder fôlego. Assim, Evans defendeu, em evento, que a menos que a trajetória dos preços requeira, o Fed não deve "elevar os juros de modo desnecessário", em quadro ainda de recuperação da economia e do mercado de trabalho.
Powell, por sua vez, reiterou que por enquanto ainda é "apropriado" manter a política monetária acomodatícia. Por outro lado, o presidente do Fed disse também, durante audiência no Comitê Bancário do Senado, que a instituição já discute o melhor momento para começar a retirada dos estímulos - o "tapering".
"Os indícios de mudança de direção na política monetária do Fed, com redução de estímulos, se acrescentam aos aspectos domésticos, que vinham pressionando o câmbio", diz Rafael Ramos, especialista em câmbio da Valor Investimentos, destacando a retomada de protagonismo do fator externo sobre o interno, que vinha prevalecendo com o avanço dos trabalhos da CPI da Covid, em Brasília.
Em outro desdobramento vindo do exterior, a elevação pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) da previsão de oferta por países que não integram o cartel resultou em novo dia negativo para os preços da commodity, com Petrobras PN em baixa de 2,13% e a ON, de 2,36%, no encerramento da sessão na B3, em dia também amplamente negativo para as ações de bancos, com destaque para Bradesco PN (-1,50%), BB ON (-1,53%) e Unit do Santander (-1,60%). Na ponta negativa do Ibovespa, CVC cedeu 3,54%, Pão de Açúcar, 2,97%, e Sul América, 2,63%. Na face oposta, Magazine Luiza subiu 3,45%, CSN, 1,98%, e BTG, 1,80%.
"O mercado está de olho em 'follow on' da Magazine Luiza, com expectativa de uso dos recursos principalmente em M&As (fusões e aquisições), após ter saído o anúncio, pela manhã, de compra da KaBuM! por R$ 1 bilhão", diz Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos.
"Desde a manhã, o sentimento geral foi de aversão a risco, digerindo o discurso de Powell enquanto, aqui, haverá vencimento de opções sobre ações amanhã, sexta-feira, em um ambiente que tem se mostrado mais volátil, especialmente no câmbio nos últimos 20 dias, saindo de R$ 4,91 para R$ 5,32 (em certo momento)", acrescenta Madruga. "O PIB da China, abaixo do esperado no segundo trimestre, também contribuiu para a cautela vista hoje."
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