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- Publicada em 03h00min, 21/05/2021. Atualizada em 08h00min, 21/05/2021.

Entidades veem com otimismo novos protocolos em Porto Alegre

Flexibilizações resultam de conversas entre prefeitura e empresários de diversos segmentos

Flexibilizações resultam de conversas entre prefeitura e empresários de diversos segmentos


/MARIANA ALVES/JC
Vinicius Appel
Desde a quarta-feira passada (19), a prefeitura de Porto Alegre adotou novas medidas para o funcionamento das atividades econômicas da capital. Os protocolos, baseados no Sistema 3As - Aviso, Alerta e Ação - do Governo do Estado, são vistos com grande expectativa e otimismo por entidades que representam setores como comércio, bares e restaurantes.
Desde a quarta-feira passada (19), a prefeitura de Porto Alegre adotou novas medidas para o funcionamento das atividades econômicas da capital. Os protocolos, baseados no Sistema 3As - Aviso, Alerta e Ação - do Governo do Estado, são vistos com grande expectativa e otimismo por entidades que representam setores como comércio, bares e restaurantes.
O novo decreto define que deve haver respeito de fluxos de entrada e saída de pessoas de comércios para evitar aglomerações. Estabelecimentos em ambientes abertos poderão ter uma pessoa para cada dois metros quadrados de área útil. Já em ambientes fechados, será permitida a presença de uma pessoa para cada quatro metros quadrados.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), Irio Piva, afirma que as flexibilizações são positivas e resultam de reuniões entre a prefeitura, representantes da área da saúde e entidades empresariais. "O decreto atende totalmente a expectativa e é consequência de uma construção conjunta", ressalta.
Para Piva, os novos protocolos representam o compartilhamento da responsabilidade pelos cuidados nas atividades econômicas. Focando nisso, a CDL POA lançou a campanha "Compromisso do varejo. Compromisso de todos", que tem o objetivo de lembrar a importância das medidas de segurança para cuidar da saúde e manter as atividades econômicas em pleno funcionamento.
Em relação aos bares, restaurantes, lanchonetes e similares, o decreto proíbe a permanência de clientes em pé durante o consumo de alimentos ou bebidas e exige ocupação máxima de 60% das mesas ou similares. A operação de sistema de buffet pode ocorrer desde que com instalação de protetor salivar, com higienização prévia das mãos por funcionário e clientes e com distanciamento e uso de máscara.
O presidente da CDL POA destaca que os novos protocolos não trazem restrição de horário para bares e restaurantes e que, na visão dele, isso é muito importante porque, quanto maior o tempo de funcionamento, menor serão as aglomerações, já que o movimento acaba sendo diluído.
A Associação de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul (Abrasel RS) manifestou otimismo com as novas regras nos estabelecimentos de Porto Alegre e ressalta que a expectativa é alta para o setor de Alimentação Fora do Lar. Para a associação, a liberação dos buffets de autosserviço é uma vitória importante que atende uma demanda dos consumidores.

Regras representam um avanço contra inseguranças contínuas

Para o presidente do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de POA e Região (Sindha), Henry Chmelnitsky, o novo decreto representa a proatividade e o diálogo do Executivo municipal. Na visão dele, os protocolos significam um avanço importante para os setores que estão vindo de um cenário com inseguranças contínuas, mas os resultados só devem acontecer ao longo do tempo.
"Nós não podemos achar que veremos uma melhora amanhã. Isso não vai acontecer", destaca Chmelnitsky. O representante sindical acredita que a responsabilidade da sociedade aumenta e que, se não forem mantidos os cuidados como distanciamento, higiene e máscara, não adiantará os restaurantes seguirem os protocolos.
O presidente do Sindha também afirma que o setor de gastronomia precisa fazer o dever de casa e que toda pessoa que chegar aos estabelecimentos deverá se sentir acolhida. Para ele, este sentimento de acolhimento e segurança será responsável pelo avanço gradativo dos negócios.
Em relação ao setor de hospedagens, Chmelnitsky acredita que o decreto não terá tanto efeito e que a retomada será mais demorada porque está ligada ao aeroporto, à rodoviária, aos negócios e ao crescimento da economia.
Apesar disso, o representante sindical afirma que os novos protocolos representam o início de uma reconstrução que exige responsabilidade. "Toda a euforia é negativa e quanto mais tivermos os pés no chão e sermos responsáveis, mais os nossos negócios vão melhorar", finaliza.
 
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