Porto Alegre, terça-feira, 04 de maio de 2021.
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Mercado Financeiro

- Publicada em 19h01min, 04/05/2021.

Maioria das Bolsas de NY fecha em baixa, com indicadores, Yellen e semicondutores

O Nasdaq recuou 1,88%, a 13.633,50 pontos

O Nasdaq recuou 1,88%, a 13.633,50 pontos


MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL/JC
As bolsas de Nova York fecharam na maioria em baixa nesta terça-feira, 4. O setor de tecnologia liderou as quedas, com algumas empresas apontando como argumento a carência de semicondutores e seus impactos para os negócios. Além disso, a publicação de indicadores e a fala da secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, que levantou o questionamento sobre uma possível necessidade de aumento de juros no país, pressionaram os índices.
As bolsas de Nova York fecharam na maioria em baixa nesta terça-feira, 4. O setor de tecnologia liderou as quedas, com algumas empresas apontando como argumento a carência de semicondutores e seus impactos para os negócios. Além disso, a publicação de indicadores e a fala da secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, que levantou o questionamento sobre uma possível necessidade de aumento de juros no país, pressionaram os índices.
O Dow Jones fechou em alta de 0,06%, a 34.133,03 pontos, após um ajuste de posições nos minutos finais do pregão. O S&P 500 caiu 0,67%, a 4.164,66 pontos, e o Nasdaq recuou 1,88%, a 13.633,50 pontos.
Entre as baixas em tecnologia que pressionaram o Nasdaq, estiveram Tesla (-1,65%), Amazon (-2,20%), Apple (-3,54%) e Facebook (-1,31%).
A LPL Financial comenta que o crescimento nos EUA pode estar se aproximando de um pico e diz que, depois disso, o ambiente pode ser "mais desafiador" para as ações locais. O mercado abriu em baixa nesta terça, e registrou novas mínimas após a divulgação de que as encomendas à indústria nos EUA cresceram 1,1% em março ante fevereiro, abaixo da previsão de alta de 1,3% de analistas.
A Capital Economics projeta um cenário em que as ações da zona do euro terão maior valorização até o final do ano em comparação às americanas, com uma média de 3% a 1%, respectivamente. A consultoria acredita que a rotação para setores que foram duramente atingidos pela pandemia, como energia e finanças, será retomada no bloco, além da possibilidade de que as "boas notícias" para a economia dos EUA já tenham sido precificadas.
Sobre a questão dos semicondutores, a balança comercial dos EUA, divulgada nesta terça, foi uma mostra da demanda forte por esses componentes. A Capital Economics destacou o salto mensal de 26% nas importações. Para a consultoria, isso seria uma evidência de que boa parte do problema não está na oferta desses componentes, mas "na grande e não antecipada retomada na demanda".
As bolsas aprofundaram a trajetória de queda após Yellen afirmar que as taxas de juros no país podem ter de subir para evitar o sobreaquecimento da economia americana. Perto do final do pregão, a pressão diminuiu, e o Dow Jones chegou a fechar em alta. Após o fechamento do mercado, em outro evento, Yellen afirmou que não está prevendo ou recomendando uma alta de juros. A ex-presidente do Fed reforçou que a autoridade monetária é independente e disse também não esperar que medidas fiscais superaqueçam a economia.
Acompanhando a alta do barril de petróleo e com o setor de energia se destacando pelos ganhos recentes, Chevron (+0,55%) e ExxonMobil (+0,63%) subiram. Já a ConocoPhillips, que publicou balanço nesta data, recuou 0,32%. Também com números divulgados nesta terça, a Pfizer subiu 0,30%.
Agência Estado
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