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Mercado Financeiro

- Publicada em 18h24min, 28/04/2021.

Fed retira pressão e taxas de juros encerram dia com viés de baixa

Os juros futuros fecharam a sessão regular com viés de baixa. Após os eventos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), no meio da tarde, as taxas zeraram a alta exibida em boa parte do dia. A autoridade monetária, tanto no comunicado da decisão quanto na entrevista do presidente Jerome Powell, reforçou a intenção de manter sua política monetária altamente estimulativa, tolerando inflação acima da meta por algum período e demonstrando total apoio à recuperação da economia. O mercado havia armado posições de proteção em caso de mudança na postura do Fed, que acabaram sendo desmontadas na medida em que a sinalização se manteve.
Os juros futuros fecharam a sessão regular com viés de baixa. Após os eventos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), no meio da tarde, as taxas zeraram a alta exibida em boa parte do dia. A autoridade monetária, tanto no comunicado da decisão quanto na entrevista do presidente Jerome Powell, reforçou a intenção de manter sua política monetária altamente estimulativa, tolerando inflação acima da meta por algum período e demonstrando total apoio à recuperação da economia. O mercado havia armado posições de proteção em caso de mudança na postura do Fed, que acabaram sendo desmontadas na medida em que a sinalização se manteve.
Nos juros locais, o impacto foi moderado em comparação com outros ativos, em função do risco fiscal e político. O mercado ainda se ressente das saídas na equipe econômica, com aumento nesta quarta do ruído após comentários do ministro Paulo Guedes sobre a China, e também pela cautela no desenrolar da CPI da Covid-19 no Senado.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou a sessão regular em 4,625%, de 4,642% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 7,766% na terça para 7,71%. O DI para janeiro de 2027 terminou com taxa de 8,37%, ante 8,394% no ajuste anterior.
O aumento das incertezas após a debandada no Ministério da Economia sustentou ganho moderado de inclinação na curva, com as taxas curtas estáveis e as demais em alta, até a última hora negócios, quando o Fed entrou em cena.
Após indicar no comunicado que deixará a inflação moderadamente acima da meta de 2% por "algum tempo", Powell disse que "não é a hora de começar a falar sobre redução de estímulos" e que será mantido "apoio poderoso" até que o nível de atividade nos EUA se recupere.
Em reação, o juro da T-Note de dez anos, que mais cedo foi a até 1,65% e ajudava a pressionar a curva local, inverteu o sinal e caiu para 1,61%. O dólar perdeu força no mundo todo, caindo no Brasil para R$ 5,35 na mínima. Tal movimento, porém, não foi capaz de impor trajetória firme de baixa nos DIs, pois o quadro interno é delicado. "A situação está longe de estar tranquila", ressaltou o estrategista-chefe da CA Indosuez, Vladimir Caramaschi.
Na agenda, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou saldo positivo de 184,1 mil vagas em março, acima da mediana das estimativas, de 150 mil, mas sem tornar as apostas para o Copom mais agressivas nem afetar os DIs. "A forma como a curva vem se comportando não aponta nessa direção, os curtos teriam de abrir", afirma Caramaschi.
Na gestão da dívida pública, o Tesouro divulgou seu relatório referente a março. O estoque subiu 0,85% ante fevereiro, para R$ 4,987 trilhões. O coordenador-geral de Operações da Dívida, Luis Felipe Vital, informou que o colchão de liquidez da instituição fechou março em R$ 1,119 trilhão, com ajuda de R$ 140 bilhões que estavam parados em fundos do governo e R$ 32 bilhões de devoluções do BNDES, suficiente para mais de 7 meses à frente de vencimentos.
Agência Estado
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