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- Publicada em 08h54min, 08/04/2021.

Indicador Antecedente de Emprego cai 5,8 pontos em março ante fevereiro, diz FGV

No IAEmp, todos os sete componentes recuaram em março

No IAEmp, todos os sete componentes recuaram em março


Marcello Casal/Agência Brasil/JC
O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 5,8 pontos na passagem de fevereiro para março, para 77,1 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o IAEmp caiu 2,8 pontos.
O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 5,8 pontos na passagem de fevereiro para março, para 77,1 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o IAEmp caiu 2,8 pontos.
"Em março, o IAEmp manteve sua trajetória de queda de forma mais intensa. Essa tendência de piora dos indicadores de mercado de trabalho em 2021 é justificada pelo agravamento do quadro da pandemia e as consequentes medidas restritivas. O retorno para um caminho de recuperação ainda depende da velocidade do programa de vacinação e da melhora da atividade econômica", avaliou Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) diminuiu 0,2 ponto em março ante fevereiro, para 99,1 pontos.
"O ICD ficou relativamente estável em março, mas é importante considerar o elevado patamar que o indicador se encontra. O resultado sugere que a taxa de desemprego deve se manter em níveis historicamente altos no primeiro semestre de 2021 e ainda sem perspectiva de melhora no curto prazo. Com o andamento da vacinação, os números podem ser mais positivos, ou menos negativos, na segunda metade do ano", de acordo com Tobler.
O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado. Já o IAEmp sugere expectativa de geração de vagas adiante, quanto menor o patamar, menos satisfatório o resultado.
O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.
No IAEmp, todos os sete componentes recuaram em março, com destaque para o que mede o emprego local dos consumidores (-15,2 pontos) e o que avalia a situação atual no setor de serviços (-12,4 pontos).
No ICD, a queda foi puxada pelas duas faixas de renda familiar mais elevadas. A maior contribuição foi da classe familiar com renda superior a R$ 9.600.00 mensais (-2,6 pontos), seguida pelas famílias com renda entre R$ 4.800.00 e R$ 9.600.00 (-0,6 ponto).
Agência Estado
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