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Conjuntura

- Publicada em 14h27min, 17/03/2021. Atualizada em 20h47min, 17/03/2021.

Estiagem e pandemia fazem PIB gaúcho cair 7% em 2020, acima da média nacional

Resultado foi fortemente afetado pela estiagem sobre a atividade agropecuária

Resultado foi fortemente afetado pela estiagem sobre a atividade agropecuária


FECOAGRO/DIVULGAÇÃO/JC
Thiago Copetti
O Rio Grande do Sul amargou uma queda de 7% em seu Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, mesmo com uma recuperação de 2,7% no quarto trimestre de 2020. Com isso, o resultado anual do PIB somou R$ 473,419 bilhões, fortemente afetado pelo desempenho negativo que a estiagem infligiu pelo segundo ano consecutivo à atividade agropecuária,  agravando ainda mais os prejuízos com a pandemia.
O Rio Grande do Sul amargou uma queda de 7% em seu Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, mesmo com uma recuperação de 2,7% no quarto trimestre de 2020. Com isso, o resultado anual do PIB somou R$ 473,419 bilhões, fortemente afetado pelo desempenho negativo que a estiagem infligiu pelo segundo ano consecutivo à atividade agropecuária,  agravando ainda mais os prejuízos com a pandemia.
De acordo com dados do Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria Estadual de Planejamento, Governança e Gestão, o desempenho do campo caiu 29,6% no ano. Foi a retração no agronegócio que puxou para baixo o PIB gaúcho, em indicadores bem acima da média nacional, de -4,1%. Mesmo com a valorização das commodities ao longo de 2020, o baque da estiagem corroeu fortemente a economia. Até mesmo a geração de energia foi duramente afetada pela estiagem, com retração de 13,7% no PIB do setor.
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A produção rural representa diretamente 9% do PIB gaúcho (ante cerca de 5% no Brasil) e movimenta diferentes áreas, antes e depois do plantio e da criação de animais. Assim como a renda do campo se dissemina por todo o Estado (do comércio ao setor de serviços, nos meios rurais e urbano e nos cofres públicos) as perdas também são pulverizadas. O déficit hídrico, além de drenar a renda do produtor, afetou a compra de insumos e até o transporte de grãos, entre outros inúmeras atividades.
O pesquisador do DEE Martinho Lazzari estima as perdas rurais em cerca de R$ 20 bilhões, mas ressalta que não há uma estatística confiável e atualizada para projetar todos os impactos. “Os últimos dado que temos desses reflexos devem ter mais de dez anos. Mas alguns indicadores indicam que até 30% do Valor Bruto Adicionado do Estado está ligado ao setor agropecuário”, pondera Lazzari.
De acordo com o DEE, se a agropecuária e a atividade de eletricidade e gás tivessem crescido à mesma taxa do Brasil, o PIB do Rio Grande do Sul teria apresentado queda aproximada de 4,3% e não de 7%. O restante da redução veio mesmo da pandemia. Ou seja, apenas o impacto direto estimado da estiagem sobre o PIB do RS foi de 2,7 pontos percentuais.
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Já a Covid-19 disseminou prejuízos em quase todos os setores, mas mais profundamente em atividades como produção e venda de veículos, consumo de combustíveis, calçados e têxteis, segmentos diretamente afetados pelo isolamento social. Pedro Zuanazzi, também pesquisador do DEE, coloca ainda que o setor de calçados tem o agravante de gerar milhares de empregos no Estado, afetando com isso o consumo de inúmeras famílias gaúchas. O PIB do Rio Grande do Sul também foi mais impactado do que a média nacional, de acordo com os pesquisadores, porque como as condições socioeconômicas dos gaúchos são um pouco melhores que a média nacional, houve menos auxílio emergencial destinado a moradores do Estado.
As boas perspectivas para 2021, desconsideradas todas as imprevisibilidades da pandemia e das novas cepas que se espalham pelo Brasil, vêm do auxílio emergencial que o Palácio Piratini deve anunciar em breve, assim como apoio a empresas. E, claro, do agronegócio, já que as perdas com a estiagem neste início de ano se apresentam menores do que em 2020 e os preços de grãos e carnes estão nas alturas.
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