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Combustíveis

- Publicada em 19h53min, 03/03/2021.

Após saída de conselheiros, Bolsonaro reforça necessidade de trocar comando da Petrobras

Quatro dos 11 membros do conselho da estatal não voltarão ao cargo

Quatro dos 11 membros do conselho da estatal não voltarão ao cargo


VANDERLEI ALMEIDA/AFP/JC
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quarta-feira (3) que pode ocorrer uma alta no preço do petróleo nas próximas semanas, o que segundo ele reforça o interesse do governo em trocar a presidência da Petrobras. As declarações ocorreram após visita do presidente à residência do embaixador do Kuwait, em Brasília.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quarta-feira (3) que pode ocorrer uma alta no preço do petróleo nas próximas semanas, o que segundo ele reforça o interesse do governo em trocar a presidência da Petrobras. As declarações ocorreram após visita do presidente à residência do embaixador do Kuwait, em Brasília.
Bolsonaro disse que estavam na reunião um grupo de chefes de missões diplomáticas em Brasília. "A notícia não muito boa: falei sobre petróleo, obviamente, eles [os embaixadores] acham que o preço ainda não está muito adequado", disse. "Pode ser que tenhamos uma alta do petróleo nas próximas semanas, o que complica para a gente. Isso reforça o nosso interesse em efetivamente mudar o presidente da Petrobras, porque queremos. Não interferir, como nunca interferimos, isso nunca existiu".
A fala do presidente ocorre em meio à crise aberta com a interferência do Planalto na petroleira. Bolsonaro determinou a troca do atual presidente, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna. O motivo da substituição é a política de preços da empresa e as subsequentes altas no valor dos combustíveis.
O presidente está pressionado por categorias próximas ao bolsonarismo, principalmente os caminhoneiros. A crise transbordou a troca na presidência.
Quatro dos 11 membros do conselho de administração da Petrobras informaram a companhia que não aceitarão a recondução ao cargo na próxima assembleia geral extraordinária.
Bolsonaro tem o direito de indicar o presidente da Petrobras porque a União é a maior acionista da companhia. A nomeação depende de aval do conselho. O mandato de Castello Branco se encerra em 20 de março.
A recondução deles havia sido proposta pela União, conforme ofício do Ministério de Minas e Energia recebido pela companhia em 19 de fevereiro. Além desses quatro, a Petrobras tem outros três conselheiros indicados pelo governo.
Questionado sobre a saída, Bolsonaro disse que ela pode ter ocorrida por "solidariedade". "Conversei rapidamente com o [ministro] Bento [Albuquerque, de Minas e Energia] hoje, resolveram sair, talvez por solidariedade. O que nós queremos é que o nome do Silva e Luna seja aprovado, que preenche todos os pré-requisitos", disse.
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