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mercado financeiro

- Publicada em 10h06min, 03/03/2021.

Dólar sobe com cautela por pico de pandemia e auxílio no radar, após PIB

Investidores precificam cautela com o pico da pandemia de Covid-19, que ameaça colapso do SUS

Investidores precificam cautela com o pico da pandemia de Covid-19, que ameaça colapso do SUS


MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL/JC
O dólar à vista opera em alta em manhã de valorização da moeda americana no exterior frente divisas principais e algumas emergentes pares do real, como peso mexicano diante do aumento mais moderado dos juros dos Treasuries que abrem espaço ainda para a valorização dos futuros de Nova York. No Brasil, os investidores precificam cautela com o pico da pandemia de Covid-19 que ameaça de colapso o sistema de saúde nacional e incertezas fiscais em meio à espera da votação da PEC do auxílio emergencial, marcada para hoje no Senado.
O dólar à vista opera em alta em manhã de valorização da moeda americana no exterior frente divisas principais e algumas emergentes pares do real, como peso mexicano diante do aumento mais moderado dos juros dos Treasuries que abrem espaço ainda para a valorização dos futuros de Nova York. No Brasil, os investidores precificam cautela com o pico da pandemia de Covid-19 que ameaça de colapso o sistema de saúde nacional e incertezas fiscais em meio à espera da votação da PEC do auxílio emergencial, marcada para hoje no Senado.
Às 9h27min desta quarta-feira (3) o dólar à vista subia 0,53%, a R$ 5,6961. O dólar futuro para abril ganhava 0,26%, a R$ 5,7020.
Os investidores repercutem ainda os dados do PIB do Brasil de 2020, que caiu 4,1% ante 2019 - maior queda anual da série histórica, desde 1996 - e somou R$ 7,4 trilhões. No 4º trimestre, o PIB subiu 3,2% (somou R$ 2,0 trilhões) ante o 3º trimestre de 2020, mas recuou 1,1% ante o 4º trimestre de 2019. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu 0,8% em 2020 ante 2019. No quarto trimestre de 2020, a FBCF subiu 20% ante o terceiro trimestre do ano. Na comparação com o quarto trimestre de 2019, a FBCF mostrou alta de 13,5%. Porém, a queda de 12,1% nos outros serviços em 2020 ante 2019 é a maior da série, desde 1996.
Com a inflação em alta e atividade fraca, a calibragem das apostas para alta da Selic no Copom este mês (dias 16 e 17) tende a convergir para 0,50 ponto porcentual, embora 0,75 ponto de alta continue em jogo. Declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre riscos de inflação, mas também de que os riscos à atividade com o "lockdown" devem ficar em primeiro plano e podem reforçar as apostas de alta de 50 pontos-base da Selic na reunião do Copom daqui a duas semanas. O juro básico está em 2% ao ano.
Agência Estado
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