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Petróleo

- Publicada em 17h44min, 23/02/2021.

Petróleo fecha misto com pressão por valorização do dólar e declarações de Powell

O petróleo WTI para abril fechou em queda marginal de 0,05% (-US$ 0,03)

O petróleo WTI para abril fechou em queda marginal de 0,05% (-US$ 0,03)


ROBYN BECK/AFP/JC
O petróleo fechou sem direção única nesta terça-feira (23) após sessão volátil marcada por declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, e a recuperação do dólar ante rivais diante da cautela de investidores. A apreciação da moeda americana contribui para tornar os contratos futuros da commodity menos atrativos a negociadores de outras divisas, à medida que ficam mais caros. Antes da abertura do mercado em Nova York, o petróleo operava em campo positivo por conta da perspectiva de queda nos estoques americanos do óleo, causada pelos gargalos que afetam a produção no Texas.
O petróleo fechou sem direção única nesta terça-feira (23) após sessão volátil marcada por declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, e a recuperação do dólar ante rivais diante da cautela de investidores. A apreciação da moeda americana contribui para tornar os contratos futuros da commodity menos atrativos a negociadores de outras divisas, à medida que ficam mais caros. Antes da abertura do mercado em Nova York, o petróleo operava em campo positivo por conta da perspectiva de queda nos estoques americanos do óleo, causada pelos gargalos que afetam a produção no Texas.
O petróleo WTI para abril fechou em queda marginal de 0,05% (-US$ 0,03), cotado a US$ 61,67 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para igual mês avançou 0,20% (+US$ 0,13), a US$ 65,37 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
Após acompanhar o pessimismo nas bolsas de Nova York e passar a cair perto da abertura dos mercados, os contratos do petróleo ganharam algum fôlego com os sinais dados por Powell, durante sessão no Senado americano, de que o Fed irá manter sua política monetária acomodatícia mesmo com a aprovação do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão e a alta da inflação que pode vir com ele.
O JPMorgan avalia que commodities, em especial as de energia, podem ser um bom refúgio a investidores em meio às pressões inflacionárias, inclusive sobre o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês). "Os retornos das commodities, em particular as energéticas, têm correlação positiva com o CPI dos EUA, tornando esta classe de ativos uma das opções preferidas para proteger portfólios contra a inflação", disse o banco, em comentário à Dow Jones Newswires.
Investidores seguem de olho nos gargalos enfrentados na produção de petróleo no sul dos EUA, após uma nevasca atingir a região. Os contratos futuros do WTI e do Brent chegaram a avançar mais de 1,5% na madrugada de hoje com a perspectiva de que a queda na produção provocará um recuo dos estoques do óleo. Após os mercados fecharem em NY, o American Petroleum Institute (API) divulgará sua pesquisa semanal sobre os estoques de petróleo dos EUA.
Para o Commerzbank, investidores estão superestimando o petróleo e a própria recuperação da commodity nas últimas sessões atingiu um nível "excessivo", e o banco alemão espera alguma correção em breve. A instituição se diz "cética" quanto à recuperação na demanda e avalia como improvável que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) mantenha seus cortes de produção no patamar atual, caso os preços do óleo sigam em alta.
*Com informações da Dow Jones Newswires
Agência Estado
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