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mercado financeiro

- Publicada em 10h27min, 23/02/2021.

Dólar cai de olho no exterior; espera por conselho da Petrobras e Powell limitam

Recuo frente o real acompanha enfraquecimento da moeda americana frente algumas divisas emergentes

Recuo frente o real acompanha enfraquecimento da moeda americana frente algumas divisas emergentes


MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL/JC
Após uma abertura volátil, o dólar exibe queda nesta terça-feira (23). O recuo frente o real acompanha o enfraquecimento da moeda americana mais cedo frente algumas divisas emergentes, como peso mexicano, rublo e rand sul africano em meio à alta dos juros dos Treasuries longos e expectativas de mais inflação à frente nos Estados Unidos na esteira do pacote de estímulos fiscais, que avançou em uma comissão da Câmara dos Representantes. A previsão é de que a proposta deve ser votada no plenário da Câmara esta semana.
Após uma abertura volátil, o dólar exibe queda nesta terça-feira (23). O recuo frente o real acompanha o enfraquecimento da moeda americana mais cedo frente algumas divisas emergentes, como peso mexicano, rublo e rand sul africano em meio à alta dos juros dos Treasuries longos e expectativas de mais inflação à frente nos Estados Unidos na esteira do pacote de estímulos fiscais, que avançou em uma comissão da Câmara dos Representantes. A previsão é de que a proposta deve ser votada no plenário da Câmara esta semana.
Às 9h21min desta terça, o dólar à vista recuava 0,11%, a R$ 5,4478. O dólar para março caía 0,36%, a R$ 5,4490.
Os investidores globais estão à espera ainda da fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Senado americano ao meio-dia, e pelo desfecho da reunião do conselho de administração da Petrobras nesta manhã. O conselho deve apreciar o pedido do governo federal para que os acionistas se reúnam em assembleia para aprovar a entrada do general Joaquim Silva e Luna no lugar do executivo Roberto Castello Branco na direção da estatal.
Além disso, é aguardada alguma mensagem do ministro da Economia, Paulo Guedes, que ainda não falou após a reação negativa dos investidores ao risco de uma guinada intervencionista do presidente Jair Bolsonaro na petroleira e outras empresas estatais, como do setor elétrico.
Serão monitoradas ainda as informações sobre às duas reuniões trimestrais de diretores do Banco Central com economistas (9h e 12h). Ontem, os juros futuros tiveram alta firme em reação à troca do comando da Petrobras pelo presidente Jair Bolsonaro e aposta de doses mais agressivas de alta da Selic, de 50 pontos-base, nas reuniões de março e maio e Selic maior no final do ano.
Os investidores acompanham ainda as discussões sobre o auxílio emergencial. O Estadão/Broadcast apurou que uma nova rodada do auxílio deve ser autorizada pelo Congresso sem uma vinculação direta a medidas de corte em despesas para compensar o gasto adicional, como queria a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. A minuta da PEC apenas abre caminho para que uma lei discipline o pagamento do auxílio fora das amarras fiscais.
Mais cedo, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da terceira quadrissemana de fevereiro apresentou alta de 0,34%, de 0,35% na quadrissemana anterior.
Agência Estado
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