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Mercado imobiliário

- Publicada em 09h59min, 12/02/2021. Atualizada em 10h03min, 12/02/2021.

Participação de investidores entre compradores de imóveis encerra 2020 em alta

A destinação do imóvel recentemente adquirido para moradia ainda predominou entre compradores do último trimestre da pesquisa (54%)

A destinação do imóvel recentemente adquirido para moradia ainda predominou entre compradores do último trimestre da pesquisa (54%)


MARCO QUINTANA/JC
A pesquisa Raio-X FipeZap do 4º trimestre de 2020 revela o crescimento na participação de investidores entre compradores de imóveis ao longo de 2020. O estudo sobre a percepção e do comportamento dos agentes do mercado imobiliário no ano passado indica que a aquisição com o objetivo de investimento foi declarado por 46% dos compradores no 4º trimestre, ante 39% no trimestre anterior.
A pesquisa Raio-X FipeZap do 4º trimestre de 2020 revela o crescimento na participação de investidores entre compradores de imóveis ao longo de 2020. O estudo sobre a percepção e do comportamento dos agentes do mercado imobiliário no ano passado indica que a aquisição com o objetivo de investimento foi declarado por 46% dos compradores no 4º trimestre, ante 39% no trimestre anterior.
A expectativa de revenda futura após valorização do imóveis foi apontada por 28% dos respondentes. Contudo, a destinação do imóvel recentemente adquirido para moradia ainda predominou entre compradores do último trimestre da pesquisa (54%), entre os quais "morar com alguém" foi a motivação mais citada entre os respondentes (71%).
A proporção de pessoas com intenção de adquirir imóveis nos próximos três meses se manteve praticamente estável entre o 3º trimestre (48%) e o 4º trimestre de 2020 (47%). O resultado mantém a intenção de compra entre respondentes próxima ao patamar recorde na série histórica da pesquisa Raio-X FipeZap, iniciada em 2014. Entre os que declararam intenção de adquirir imóveis no futuro próximo, cerca de metade dos respondentes se mostrou indiferente entre imóveis novos ou usados (51%).
A participação de compradores - respondentes que declararam ter adquirido imóvel nos últimos 12 meses - manteve-se relativamente estável entre o 3º e o 4º trimestre: (10% dos respondentes da amostra). Em relação ao estado ou tipo do imóvel adquirido, a preferência por imóveis usados oscilou de 64% para 66% entre compradores do último trimestre, mantendo-se acima da média histórica da pesquisa (58%).
Já em termos de objetivo, a maioria dos compradores potenciais destacou a intenção de utilizar o imóvel para moradia própria (86%), superando neste grupo o objetivo investimento (14%).
O percentual de transações com desconto sobre o valor anunciado do imóvel apresentou queda nos últimos meses de 2020, encerrando dezembro com uma incidência média de 67% sobre as transações realizadas nos últimos 12 meses - resultado acima da média histórica de 64%. Considerando apenas as transações que envolveram alguma redução no valor anunciado, o percentual médio de desconto negociado também apresentou recuo, passando de 14% em janeiro para 11% em dezembro.
Com respeito à percepção dos respondentes em relação aos preços atuais, a participação dos respondentes que classificavam os valores como "altos ou muito altos" cresceu ao longo de 2020, passando de 50% no 4º trimestre de 2019 para 57% no 4º trimestre de 2020. Em paralelo, o percentual de respondentes que classificavam os preços como "razoáveis" oscilou de 34% para 32%, comportamento similar ao da parcela que declarou que os preços estavam "baixos ou muito baixos" (de 12% para 9%).
Em relação às apostas e projeções dos agentes para os preços dos imóveis nos próximos 12 meses, os últimos resultados evidenciam a normalização das expectativas dos respondentes (para níveis pré-pandemia), após um ano marcado por perdas econômicas, incertezas e forte volatilidade, por um lado, e uma forte expansão do crédito imobiliário, de outro. Mais especificamente, é possível destacar que os respondentes do 4º trimestre de 2020 se distribuíram entre aqueles que projetavam aumento (29%), manutenção (32%) e queda (16%) no preço nominal dos imóveis no curto prazo (próximos 12 meses).
Além disso, uma parcela igualmente relevante dos respondentes (23%) não soube opinar sobre o tema. Como resultado, a expectativa média para o preço dos imóveis nos próximos 12 meses, considerando todos os respondentes que participaram da pesquisa no 4º trimestre de 2020, aponta alta nominal de 0,5% - variação ligeiramente inferior àquela projetada pelos respondentes em 4º trimestre de 2019 (+0,9%).
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